Desmatamento cai, mas pressão ainda preocupa
A perda de florestas em 2025 caiu 36% em relação a 2024, totalizando 4,3 milhões de hectares no último ano.
Um novo relatório global mostra que o desmatamento de florestas tropicais recuou em 2025, com destaque para o desempenho do Brasil. A perda de florestas caiu 36% em relação a 2024, totalizando 4,3 milhões de hectares no último ano.
Os dados são do World Resources Institute em parceria com a Universidade de Maryland, que apontam as políticas públicas de controle como fator decisivo para essa redução.
Mesmo com o avanço, o cenário ainda exige atenção. Segundo o relatório, o ritmo atual de desmatamento global ainda está cerca de 70% acima do necessário para cumprir o compromisso internacional de zerar a perda de florestas até 2030.
A principal pressão continua sendo a expansão agrícola. A abertura de novas áreas para produção segue como o principal motor do desmatamento, especialmente em regiões tropicais. No caso brasileiro, especialistas alertam que mudanças em acordos do setor, como a possível flexibilização da moratória da soja na Amazônia, podem voltar a pressionar a abertura de áreas.
Outro fator crescente é o clima. O aumento das temperaturas e os períodos mais secos estão intensificando incêndios florestais. Em países como o Canadá, áreas queimadas nos últimos três anos chegaram a cinco vezes a média histórica.
Além disso, florestas que antes ajudavam a capturar carbono (funcionando como “sumidouros”) começam a emitir gases de efeito estufa devido a queimadas e seca intensa, agravando o cenário climático global.
Para quem produz, principalmente em regiões de expansão agrícola, esse cenário reforça a tendência de maior controle ambiental. Isso pode impactar desde licenciamento até acesso a mercados internacionais, que cada vez mais exigem comprovação de origem sustentável.
Culturas como soja, carne e madeira já enfrentam esse tipo de exigência em exportações.
Orientação:
Mantenha sua propriedade regularizada ambientalmente e documente suas práticas. O mercado está caminhando para exigir rastreabilidade e sustentabilidade — e quem se antecipa tende a ter mais facilidade para vender e acessar melhores mercados.