Bioinsumos ganham espaço contra mudanças climáticas
Outro destaque será o painel sobre bioinsumos, coordenado pela Embrapa Meio Ambiente.
As mudanças climáticas já fazem parte da rotina de quem produz no campo. Secas mais prolongadas, ondas de calor, chuvas concentradas e eventos extremos têm aumentado os desafios para manter a produtividade das lavouras. Pensando em discutir soluções para esse cenário, a Embrapa Meio Ambiente realizará, no dia 18 de agosto de 2026, em Jaguariúna (SP), o encontro "Clima em Transformação: Bioinsumos para adaptação aos estresses ambientais". O evento é gratuito, tem 150 vagas e reunirá pesquisadores, produtores rurais, consultores, cooperativas, empresas e estudantes.
A programação será voltada para um dos temas que mais preocupa o agronegócio atualmente: como reduzir os impactos das mudanças climáticas sobre a produção de alimentos. Entre os assuntos em debate estarão os efeitos do Super El Niño na agricultura brasileira, os riscos climáticos para as principais culturas e o uso dos bioinsumos como ferramenta para aumentar a resistência das plantas aos estresses ambientais.
Logo na abertura, o pesquisador Marcelo Zeri, do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), apresentará uma análise sobre os impactos do El Niño na agropecuária brasileira. Na sequência, o professor Rafael Battisti, da Universidade Federal de Goiás (UFG), explicará o conceito de yield gap, termo utilizado para medir a diferença entre o potencial produtivo de uma lavoura e aquilo que realmente é colhido. Compreender essa diferença ajuda o produtor a identificar fatores que limitam a produtividade, como clima, manejo e disponibilidade de água.
Outro destaque será o painel sobre bioinsumos, coordenado pela Embrapa Meio Ambiente. Pesquisadores apresentarão estudos mostrando como esses produtos de origem biológica podem contribuir para aumentar a tolerância das plantas ao calor, à seca e à salinidade do solo, além de favorecer o equilíbrio microbiológico e melhorar o desempenho das lavouras em condições adversas. Também será apresentado um estudo de caso da ferramenta Auras, desenvolvida para auxiliar produtores na tomada de decisão diante de secas e altas temperaturas.
Para quem está no campo, o tema vai muito além da pesquisa. Nos últimos anos, diversas regiões brasileiras já enfrentaram perdas provocadas por estiagens, excesso de calor e chuvas irregulares. Tecnologias que ajudam a reduzir esses impactos podem representar maior estabilidade de produção, menor risco econômico e mais segurança para o planejamento da safra.
🔧 Orientação: Se você pretende investir em tecnologias para enfrentar os desafios climáticos, vale a pena acompanhar eventos técnicos como este. Conhecer novas soluções, conversar com especialistas e entender como outros produtores estão lidando com o clima pode ajudar na escolha de estratégias que aumentem a resiliência da sua propriedade antes da próxima safra.
Fonte: Embrapa Meio Ambiente.