Clima

El Niño pode reduzir 20% a produção de café no Brasil

No Norte do país, o cenário é mais favorável.

Redação Agriconline
Equipe editorial
3 min de leitura
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O avanço do fenômeno El Niño pode reduzir em 15% a 20% a produção de café do Brasil, segundo estimativas da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic). A projeção contrasta com a previsão inicial da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que estima uma safra recorde de 66,7 milhões de sacas de 60 quilos de café arábica e canéfora (conilon/robusta) em 2026.

De acordo com a Abic, o excesso de calor e a irregularidade das chuvas podem comprometer principalmente a floração das lavouras no segundo semestre de 2026, etapa decisiva para a formação da safra de 2027. Especialistas alertam que a floração desuniforme pode reduzir a produtividade, dificultar a colheita e afetar a qualidade dos grãos.

Apesar dos riscos, o setor chega mais preparado do que em episódios anteriores do El Niño. Segundo a Abic, os investimentos em tecnologia e a expansão dos sistemas de irrigação aumentaram a capacidade dos produtores de enfrentar períodos de estiagem e temperaturas elevadas. Ainda assim, cooperativas relatam impactos em algumas regiões. A Expocacer, em Minas Gerais, informou que chuvas acima de 50 milímetros atrasaram a colheita e provocaram a queda de frutos, enquanto a Cooabriel, no Espírito Santo, alerta que o calor excessivo pode comprometer o enchimento dos grãos de conilon.

No Norte do país, o cenário é mais favorável. Em Rondônia, onde praticamente todas as lavouras de café robusta são irrigadas, produtores esperam uma safra recorde de 3 milhões de sacas, acima da estimativa da Conab de 2,77 milhões de sacas, indicando que a irrigação pode reduzir os impactos do fenômeno climático em algumas regiões.

🔧 Orientação prática: Cafeicultores devem acompanhar de perto as previsões climáticas durante o período de florada e manter atenção ao manejo da irrigação, da nutrição e do monitoramento das lavouras. Essas medidas podem ajudar a reduzir os efeitos do calor e das chuvas irregulares sobre a produtividade e a qualidade do café.

Fontes: Forbes.

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