UBS alerta para riscos do El Niño
El Niño altera os padrões de chuva e temperatura no Oceano Pacífico, provocando secas em algumas regiões e excesso de chuvas em outras.
O banco suíço UBS alertou que um evento de El Niño com potencial para ser um dos mais intensos já registrados pode representar um novo desafio para as economias da América Latina. Segundo análise divulgada nesta segunda-feira (13), o fenômeno climático pode acelerar a inflação, prolongar os períodos de juros elevados e aumentar a pressão sobre países mais vulneráveis da região.
De acordo com o relatório, o El Niño altera os padrões de chuva e temperatura no Oceano Pacífico, provocando secas em algumas regiões e excesso de chuvas em outras. Esses efeitos podem comprometer a produção agrícola, a pesca, a geração de energia hidrelétrica e a infraestrutura logística, com impactos diretos sobre a economia.
Entre os países analisados, a Colômbia foi apontada como a mais vulnerável devido à combinação de inflação elevada, maior exposição ao aumento dos preços dos alimentos e da energia e uma situação fiscal mais delicada. O Brasil também aparece entre os países em risco, principalmente pela fragilidade do cenário macroeconômico, enquanto o Peru pode sofrer impactos mais diretos na agricultura, na pesca e nos transportes.
O relatório destaca ainda que a Argentina pode ser uma das exceções, já que chuvas mais abundantes podem favorecer a produção de grãos e oleaginosas. Já a Venezuela pode enfrentar dificuldades na geração de energia hidrelétrica durante períodos de seca, enquanto o Panamá corre o risco de ter o tráfego no Canal do Panamá afetado pela redução do nível da água.
🔧 Orientação prática: Para o produtor rural brasileiro, acompanhar a evolução das previsões climáticas será fundamental nos próximos meses. Caso o El Niño se intensifique, o planejamento do plantio, da irrigação e da comercialização da safra pode ser decisivo para reduzir riscos e aproveitar possíveis oportunidades de mercado.