Cafés baratos da Coreia avançam no mundo
Outras grandes marcas seguem o mesmo caminho.
As redes de cafeterias de baixo custo da Coreia do Sul estão acelerando sua expansão internacional em busca de novos mercados. Depois de crescerem em países emergentes, como Mongólia e nações do Sudeste Asiático, as empresas agora miram mercados altamente competitivos, como Japão e Estados Unidos, onde o consumo de café faz parte da rotina da população.
A mudança de estratégia acontece porque o mercado sul-coreano entrou em uma fase de maturidade, com forte concorrência entre as principais redes e menor espaço para abertura de novas unidades. Além disso, o aumento dos custos de insumos, como café, leite e outros ingredientes, tem pressionado as margens das empresas.
Uma das redes que lidera esse movimento é a The Venti, que acaba de firmar um acordo para abrir sua primeira loja nas Filipinas ainda em 2026. A empresa já está presente em países como Canadá, Vietnã, Jordânia e Estados Unidos, onde também prepara a inauguração de uma unidade em Las Vegas.
Outras grandes marcas seguem o mesmo caminho. A Paik's Coffee pretende inaugurar sua primeira loja no Japão no segundo semestre deste ano e estuda a entrada no mercado norte-americano. Já a Mega MGC Coffee criou uma subsidiária no Japão para estruturar sua expansão e também avalia operar nos Estados Unidos. A Mammoth Coffee, por sua vez, já possui lojas em território japonês e aposta em cafés grandes a preços competitivos.
Os dois mercados foram escolhidos por apresentarem hábitos de consumo semelhantes aos da Coreia do Sul. No Japão, é comum a compra de café em cafeterias e lojas de conveniência durante o deslocamento para o trabalho. Nos Estados Unidos, além do elevado consumo da bebida, o crescimento da cultura coreana, impulsionada pelo K-food e pelo entretenimento, aumenta o interesse dos consumidores por marcas do país asiático.
Especialistas avaliam que essa nova fase representa um teste importante para as empresas. Diferentemente dos mercados emergentes, onde elas validaram seus modelos de negócio, Japão e Estados Unidos exigem diferenciação, qualidade e competitividade para conquistar espaço em um setor já consolidado.
🔧 Orientação prática: Para produtores de café e empresas da cadeia cafeeira, a expansão de redes internacionais reforça que o consumo global continua aquecido. A diversificação de formatos, preços e experiências cria novas oportunidades para cafés de qualidade e pode ampliar a demanda por matéria-prima nos próximos anos.