Pecuária

Frango: preços sobem com salário e volta às aulas

De acordo com o Cepea, esses dois movimentos aumentam o poder de compra das famílias e aquecem a demanda por proteínas.

Redação Agriconline
Equipe editorial
3 min de leitura
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Boa notícia para quem produz frango. As cotações da carne de frango estão reagindo no mercado doméstico, impulsionadas por dois fatores típicos do início do segundo semestre: o pagamento de salários e a volta às aulas.

De acordo com o Cepea, esses dois movimentos aumentam o poder de compra das famílias e aquecem a demanda por proteínas. Com mais dinheiro circulando e a rotina das crianças exigindo refeições em casa ou na escola, o consumo de frango cresce — e os preços acompanham essa alta.

Outro ponto importante: os estoques estão relativamente ajustados à demanda. Isso significa que não há excesso de produto parado, o que evita pressão para baixo sobre as cotações. O equilíbrio entre oferta e procura tem sustentado os preços no patamar atual.

Recorde nas exportações em agosto

O cenário externo também é de firmeza. Segundo dados da Secex analisados pelo Cepea, as exportações brasileiras de carne de frango in natura estão em ritmo recorde na parcial de agosto.

Nos cinco primeiros dias úteis do mês, o volume médio diário embarcado atingiu 30 mil toneladas — o maior já registrado em toda a série histórica da Secex, iniciada em 1997.

Isso mostra que a demanda internacional pelo frango brasileiro segue aquecida, com destaque para mercados como China, Japão, Arábia Saudita e União Europeia, que valorizam a qualidade e a sanidade da nossa produção.

O que isso significa para você, avicultor

O momento é positivo tanto no mercado interno quanto externo. A alta sazonal do consumo interno, combinada com o recorde nas exportações, cria um cenário favorável para a rentabilidade do setor.

A tendência é que os preços se mantenham firmes nos próximos dias, especialmente se o ritmo de exportações continuar elevado e a demanda interna se sustentar com o fim das férias e a volta completa das atividades escolares.

🔧 Orientações:

1. Acompanhe o mercado diariamente: com a demanda aquecida, os preços podem variar rapidamente. Fique atento às cotações para negociar no melhor momento.

2. Planeje os abates: com o cenário favorável, avalie se vale a pena antecipar ou postergar lotes para aproveitar picos de preço.

3. Mantenha a qualidade sanitária: o mercado externo é exigente. Invista em biosseguridade e rastreabilidade para garantir o acesso aos mercados que pagam melhor.

4. Controle os custos de produção: com a ração representando grande parte dos custos, monitore os preços do milho e do farelo de soja. Comprar no momento certo pode proteger sua margem.

5. Negocie com frigoríficos: com a demanda aquecida, os frigoríficos precisam de volume. Use esse momento para garantir boas condições de venda e prazos de pagamento.

Fonte: Cepea.

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