Ovos processados batem recorde de exportação em julho
De acordo com os dados compilados e analisados pelo Cepea, o Brasil exportou 2,68 mil toneladas de ovos (in natura e processados) em julho.
As exportações brasileiras de ovos começaram o segundo semestre com o pé direito. Embora o volume total embarcado em julho tenha sido menor do que no mesmo mês do ano passado, há um dado que merece atenção: os produtos processados — como ovalbumina e ovos secos ou cozidos — tiveram o melhor desempenho para um mês de julho em toda a série histórica da Secex, iniciada em 1997.
De acordo com os dados compilados e analisados pelo Cepea, o Brasil exportou 2,68 mil toneladas de ovos (in natura e processados) em julho. Esse volume é 3,3% superior ao de junho, mas 49% inferior ao registrado em julho de 2025.
A grande virada está nos processados. Desse total, cerca de 1,21 mil toneladas vieram desses produtos de maior valor agregado — um crescimento expressivo de 122% em relação às 548 toneladas embarcadas em junho.
Por que isso importa para você, produtor
Esse recorde é um sinal claro de que o mercado internacional está valorizando produtos com maior processamento. Isso significa que, além de exportar ovos in natura, o Brasil está ampliando sua participação em nichos mais rentáveis, como ingredientes para indústrias alimentícias, farmacêuticas e de ração.
A ovalbumina, por exemplo, é uma proteína do ovo muito usada em alimentos proteicos, suplementos e até em vacinas. Já os ovos secos e cozidos são práticos para a indústria de conveniência e alimentação institucional.
Embora o volume total tenha caído na comparação anual (49% menor que julho de 2025), essa redução está relacionada à base de comparação — o ano passado teve um desempenho atípico. O que importa é a tendência de alta nos processados, que abrem portas para margens melhores e menor dependência do mercado externo de ovos in natura.
🔧 Orientações:
1. Pense em agroindústria: se você tem volume e qualidade, avalie a possibilidade de investir em estrutura para processamento de ovos (desidratação, pasteurização, etc.). Isso agrega valor e pode abrir novos mercados.
2. Mantenha a qualidade sanitária: mercados internacionais exigem rastreabilidade e controle rigoroso de patógenos como Salmonella. Invista em boas práticas de manejo e certificações.
3. Acompanhe as cotações dos processados: o preço da ovalbumina e dos ovos secos costuma ser mais estável que o do ovo in natura, além de ter maior valor por quilo.
4. Diversifique os destinos: com a alta dos processados, há oportunidades em países asiáticos e europeus, que consomem grandes volumes desses ingredientes.
5. Fique atento à logística: produtos processados exigem armazenamento e transporte adequados (temperatura controlada, embalagens especiais). Planeje-se para evitar perdas.
Fonte: Cepea.