Carne suína ganha força no mercado
Mesmo com alguma recuperação na demanda, muitos produtores ainda trabalham com margens apertadas, principalmente por causa dos custos com milho e farelo de soja utilizados na alimentação animal.
A procura por carne suína aumentou nos últimos dias e trouxe reação positiva para alguns cortes no mercado brasileiro. Segundo levantamento do Cepea, cortes como lombo e costela registraram valorização com a aproximação do Dia das Mães e também pelo aumento do consumo típico do início de mês, período em que parte da população recebe salários e aumenta as compras no varejo.
De acordo com agentes consultados pelo Cepea, o movimento elevou a demanda nos frigoríficos e no atacado, principalmente para produtos destinados ao consumo familiar e churrascos. Houve inclusive procura por carregamentos extras em algumas regiões.
Mesmo com o aquecimento na venda da carne, os preços do suíno vivo ficaram estáveis nos últimos dias. O mercado interrompeu, pelo menos momentaneamente, a sequência de baixas observada ao longo de abril. Isso mostra que o consumo melhorou, mas ainda sem força suficiente para provocar uma alta imediata nos preços pagos ao produtor.
Para as próximas semanas, os pesquisadores do Cepea indicam que o cenário pode mudar gradualmente. Caso a demanda pelos cortes siga aquecida, principalmente no varejo e na indústria, os preços do animal vivo podem voltar a subir.
Na prática, esse movimento é importante para o produtor porque o mercado de suínos depende muito do ritmo do consumo interno. Datas comemorativas, aumento temporário da renda e melhora nas vendas do varejo costumam impactar rapidamente a comercialização dos cortes e, depois, os preços pagos nas granjas.
Outro ponto que merece atenção é o custo de produção. Mesmo com alguma recuperação na demanda, muitos produtores ainda trabalham com margens apertadas, principalmente por causa dos custos com milho e farelo de soja utilizados na alimentação animal.
🔧 Orientação prática: se você trabalha com suinocultura, acompanhe não apenas o preço do animal vivo, mas também o comportamento dos cortes no atacado. Muitas vezes, o movimento de valorização começa primeiro na carne e só depois chega ao preço pago ao produtor.
Fonte: Cepea