Colheita do arroz entra na reta final
As áreas mais adiantadas são a Zona Sul e a Planície Costeira Externa, com 98,81% e 98,46% das áreas colhidas, respectivamente.
A colheita do arroz no Rio Grande do Sul já alcançou 96,41% da área cultivada na safra 2025/2026. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (7) pelo Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) e mostram que os trabalhos estão próximos da conclusão nas principais regiões produtoras do Estado.
Ao todo, o Rio Grande do Sul cultivou 891.908,50 hectares de arroz nesta temporada. A maior parte das lavouras já foi retirada do campo, consolidando o avanço da colheita mesmo após um ciclo marcado por desafios climáticos em algumas regiões.
As áreas mais adiantadas são a Zona Sul e a Planície Costeira Externa, com 98,81% e 98,46% das áreas colhidas, respectivamente. Em seguida aparecem a Planície Costeira Interna, com 98,13%; a Campanha, com 97,02%; e a Fronteira Oeste, com 95,92%. A Região Central ainda apresenta o menor percentual entre as regionais, com 89,84% da área colhida.
Segundo a Divisão de Assistência Técnica e Extensão Rural (Dater/Irga), após o encerramento completo da colheita será realizado um levantamento consolidado da safra. Esse relatório deve reunir informações sobre produtividade média, área efetivamente colhida e possíveis perdas registradas ao longo do ciclo produtivo.
Na prática, esse avanço da colheita também aumenta a atenção do mercado para os próximos movimentos de comercialização. Com grande parte da produção já fora do campo, produtores passam a avaliar armazenagem, qualidade dos grãos e melhores momentos de venda, principalmente em um cenário de liquidez ainda lenta no mercado do arroz.
Para quem ainda está finalizando os trabalhos no campo, o momento exige atenção redobrada com regulagem das colheitadeiras e manejo pós-colheita. Ajustes inadequados podem aumentar perdas mecânicas, quebrar grãos e comprometer a qualidade do produto armazenado.
🔧 Orientação prática: após a colheita, monitore a umidade dos grãos e as condições de armazenagem. Arroz armazenado com umidade elevada pode perder qualidade rapidamente e aumentar os custos com secagem e conservação.
Fonte: Irga