Safra de milho cresce, mas abaixo do ano passado
No total, o Brasil continua com uma produção robusta, mas o recuo mostra que o cenário climático e as condições de campo ainda trazem impacto direto no resultado final.
A produção de milho no Brasil para a safra 2025/26 foi revisada para cima, mas ainda deve ficar menor que a do ciclo anterior. A nova estimativa da StoneX aponta uma colheita total de cerca de 137 milhões de toneladas, queda de aproximadamente 3 milhões de toneladas em relação à safra passada.
A revisão positiva veio principalmente da primeira safra, que já está praticamente colhida. O volume foi ajustado de 27,18 para 28,32 milhões de toneladas. Segundo a consultoria, o clima ajudou no desenvolvimento das lavouras, favorecendo a produtividade.
Já a segunda safra — a chamada safrinha — segue em campo e teve um leve ajuste positivo, passando para 106,15 milhões de toneladas. Mesmo assim, a expectativa é de queda de 5,3% na comparação com o ano anterior, reflexo de produtividades menores em algumas regiões.
No total, o Brasil continua com uma produção robusta, mas o recuo mostra que o cenário climático e as condições de campo ainda trazem impacto direto no resultado final.
Enquanto isso, a soja segue em direção oposta. A safra 2025/26 foi revisada para um novo recorde de 181,62 milhões de toneladas, acima da estimativa anterior de 179,66 milhões. Esse volume representa crescimento de 7,6% em relação ao ciclo passado.
🔧 Orientação:
Se você trabalha com milho safrinha, esse cenário reforça o que já vem sendo observado no campo: apesar de ajustes positivos, a produtividade não é uniforme. Regiões com irregularidade de chuvas ou estresse climático tendem a puxar a média para baixo.
Por outro lado, quem conseguiu boa janela de plantio e clima favorável pode ter resultados acima da média — o que explica essa revisão para cima, mesmo com queda no total anual.
Neste momento, vale acompanhar de perto o desenvolvimento final da safrinha e travar oportunidades de preço quando surgirem. Em anos de produção levemente menor, o mercado pode reagir — e quem se antecipa na comercialização consegue proteger melhor sua margem.