Exportação de soja segue em alta
Se o número se confirmar, o crescimento será de aproximadamente 350 mil toneladas na comparação anual.
O Brasil deve embarcar mais soja e farelo de soja em maio de 2026, reforçando a força da demanda internacional mesmo em um cenário de margens mais apertadas no campo. Segundo estimativa da Anec, a exportação brasileira de soja deve atingir 14,53 milhões de toneladas em maio. No mesmo período do ano passado, o volume foi de 14,18 milhões de toneladas.
Se o número se confirmar, o crescimento será de aproximadamente 350 mil toneladas na comparação anual.
O farelo de soja também apresenta avanço importante. A projeção é de 2,56 milhões de toneladas exportadas em maio, frente às 2,12 milhões registradas no mesmo mês de 2025 — aumento de cerca de 440 mil toneladas.
Os números mostram que, apesar das oscilações de preços e das incertezas climáticas, a soja brasileira continua competitiva no mercado internacional. Ao mesmo tempo, o setor já começa a olhar para a próxima safra. A expectativa é de que a área plantada de soja volte a crescer em 2026/27, mas em ritmo bem mais lento.
Entre os fatores que limitam uma expansão maior estão:
margens mais apertadas;
fertilizantes ainda caros;
juros elevados;
e aumento do risco climático em várias regiões produtoras.
🔧 Orientação:
Se você produz soja, o mercado continua oferecendo boa demanda para exportação, principalmente via farelo. Porém, o produtor está cada vez mais seletivo na expansão de área, priorizando eficiência produtiva e controle de custo por hectare.
Isso significa que produtividade e gestão tendem a pesar mais do que simplesmente aumentar área plantada.
Antes de ampliar área na próxima safra, faça contas detalhadas de fertilidade, custo de adubação e risco climático da região. Em um cenário de margens mais apertadas, eficiência operacional passa a valer mais do que crescimento acelerado.