Pecuária

Falta vacina e risco aumenta no rebanho

comunicado foi feito pelo Sistema Faemg Senar, com base em discussões recentes do setor.

Daniel Vilar
Especialista
3 min de leitura
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A pecuária brasileira enfrenta um alerta importante: está faltando vacina contra clostridioses no mercado. O comunicado foi feito pelo Sistema Faemg Senar, com base em discussões recentes do setor.

O problema não é regional. A escassez afeta todo o país e começou após a saída de uma empresa que respondia por cerca de 40% do fornecimento nacional. Com isso, a oferta ficou comprometida e a reposição dos estoques ainda deve levar tempo.

A CNA já está em contato com o MAPA para tentar acelerar soluções. Além disso, o SINDAN informou que outras indústrias estão ampliando a produção, mas a normalização só deve acontecer no segundo semestre.

Esse cenário preocupa porque as clostridioses são doenças graves, de alta letalidade, que podem causar perdas rápidas no rebanho. Em condições normais, a vacinação é a principal forma de prevenção — e a mais eficiente.

Sem a vacina disponível, o risco sanitário aumenta, principalmente em sistemas mais intensivos ou em períodos de maior estresse dos animais, como mudanças de manejo, transporte ou variações climáticas.

🔧 Orientação:
Se você trabalha com cria, recria ou engorda, sabe que doenças como carbúnculo sintomático ou enterotoxemias podem aparecer de forma repentina. Sem vacinação, um surto pode causar mortes em curto espaço de tempo, impactando diretamente sua produtividade e resultado financeiro.

Por isso, neste momento, o manejo passa a ser sua principal ferramenta de defesa.

Entre as práticas recomendadas estão: manter a suplementação mineral equilibrada (principalmente fósforo), garantir boa nutrição, evitar mudanças bruscas na dieta e fazer o descarte correto de carcaças — reduzindo a contaminação do ambiente.

Além disso, sempre que houver disponibilidade de vacina, a recomendação é priorizar os animais ainda não imunizados.


Revise agora o manejo do seu rebanho. Redobre atenção com nutrição, higiene e monitoramento dos animais. Em caso de qualquer sinal de doença (morte súbita, inchaço, dificuldade de locomoção), acione rapidamente um técnico. Em um cenário sem vacina, prevenção no manejo deixa de ser opcional — e passa a ser essencial.

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