Mercado

Superávit do Brasil bate recorde

Entre os produtos que mais puxaram esse desempenho estão a soja, com aumento de 18,8% em valor exportado, o petróleo bruto (+10,6%), o minério de ferro (+19,5%) e a carne bovina (+29,4%).

Daniel Vilar
Especialista
4 min de leitura
Brasil
Compartilhar 𝕏 f WA in

O Brasil registrou um superávit comercial recorde de US$ 10,5 bilhões em abril de 2026. O resultado representa alta de 37,5% em relação ao mesmo mês do ano passado e foi impulsionado principalmente pelo forte avanço das exportações de soja, petróleo, minério de ferro e carne bovina.

As informações foram divulgadas pela agência Reuters com base nos dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Apesar do recorde para o mês, o número ficou ligeiramente abaixo da expectativa do mercado, que projetava saldo positivo de US$ 10,9 bilhões.

As exportações brasileiras somaram US$ 34,1 bilhões em abril, crescimento de 14,3% na comparação anual. Entre os produtos que mais puxaram esse desempenho estão a soja, com aumento de 18,8% em valor exportado, o petróleo bruto (+10,6%), o minério de ferro (+19,5%) e a carne bovina (+29,4%).

Já as importações cresceram em ritmo menor, avançando 6,2% no período, totalizando US$ 23,6 bilhões. Esse cenário ajudou a ampliar o saldo positivo da balança comercial brasileira.

No acumulado dos quatro primeiros meses de 2026, o superávit comercial chegou a US$ 24,8 bilhões, alta de 43,5% frente ao mesmo período do ano passado. O governo brasileiro projeta atualmente um saldo positivo de US$ 72,1 bilhões para todo o ano, mas analistas já avaliam revisões para cima, principalmente por causa da valorização do petróleo no mercado internacional em meio às tensões geopolíticas no Oriente Médio.

Para o agro, os números reforçam a força das commodities brasileiras no mercado externo. A soja segue como um dos principais motores das exportações nacionais, sustentada pela demanda internacional e pela safra recorde. A carne bovina também mantém ritmo forte de embarques, especialmente para o mercado asiático.

Na prática, quando as exportações aumentam, há maior entrada de dólares no país e isso pode influenciar diretamente o câmbio, os preços internos e até os custos de produção no campo. Em alguns momentos, um mercado externo mais aquecido também reduz a oferta disponível internamente, afetando os preços pagos ao produtor e ao consumidor.

🔧 Orientação prática: se você trabalha com grãos ou pecuária, acompanhe não apenas os preços locais, mas também os dados de exportação e o comportamento do dólar. Movimentos internacionais podem criar oportunidades melhores de venda e proteção de margem ao longo da safra.

Assuntos relacionados

Mais de Mercado

Ver todas →

Boletim Agriconline

O agronegócio na sua caixa de entrada, todo dia às 6h.

Cotações, clima, mercado e as principais notícias do campo — em 5 minutos de leitura.

Enviaremos um e-mail pra você confirmar. Sem spam — descadastre quando quiser.