Nova braquiária brasileira amplia opções no Cerrado
A cultivar BRS Carinás, desenvolvida pela Embrapa, é a primeira variedade brasileira de Brachiaria decumbens a chegar ao mercado, ampliando as opções para produtores que trabalham em áreas de baixa fertilidade e maior acidez.
A pecuária brasileira ganhou uma nova variedade de braquiária para formação de pastagens em solos mais limitados. A cultivar BRS Carinás, desenvolvida pela Embrapa, é a primeira variedade brasileira de Brachiaria decumbens a chegar ao mercado, ampliando as opções para produtores que trabalham em áreas de baixa fertilidade e maior acidez.
Até então, a principal referência dessa espécie era a cultivar Basilisk, conhecida como braquiarinha, registrada originalmente na Austrália. Agora, a BRS Carinás surge como uma alternativa adaptada às condições brasileiras, especialmente para regiões do Cerrado.
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A nova forrageira é resultado de melhoramento genético e apresenta características que favorecem diferentes sistemas de produção. Pode ser utilizada em pastejo exclusivo, consorciada com leguminosas ou integrada em sistemas de Integração Lavoura-Pecuária (ILP), sem comprometer o desempenho das culturas agrícolas implantadas na sequência.
Um dos pontos que mais chama atenção é sua adaptação ao período seco. A cultivar pode ser manejada estrategicamente com vedação — prática em que a pastagem é reservada no fim do verão para uso posterior — garantindo oferta de forragem durante os meses de estiagem.
Além disso, a BRS Carinás apresenta bom desempenho em solos ácidos e pobres em nutrientes, realidade comum em grande parte das áreas de pastagem no Brasil. Segundo informações da Embrapa, os resultados mostram maior produção de folhas e forragem quando comparada à Basilisk, o que contribui diretamente para melhor desempenho animal.
Na prática, isso significa maior capacidade de suporte por área, melhor aproveitamento da pastagem e possibilidade de ganhos em sistemas de cria, recria e engorda.
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Outro diferencial é sua adaptação a modelos de produção mais sustentáveis. Em propriedades que trabalham com recuperação de pastagens degradadas ou integração de culturas, a nova cultivar pode ajudar a aumentar eficiência sem exigir grandes mudanças estruturais.
Para o produtor, a chegada de novas opções genéticas é importante porque amplia a possibilidade de escolha conforme clima, solo e objetivo produtivo.
🔧 Orientação: antes de implantar uma nova cultivar, vale avaliar o nível de fertilidade do solo, histórico da área e pressão de pastejo. Mesmo forrageiras adaptadas a solos pobres respondem melhor quando o manejo básico de correção e adubação é bem feito.