Produtor segura vendas do milho
Os contratos de milho para julho recuaram para US$ 4,66 por bushel, pressionados principalmente pela realização de lucros dos investidores.
O mercado brasileiro de milho encerra a semana com negociações lentas e pouca mudança nos preços. Segundo informações da Safras News, produtores continuam avançando nas vendas em algumas regiões, principalmente onde há necessidade de liberar armazéns e gerar caixa, mas parte do mercado ainda atua com cautela diante das incertezas climáticas.
Em estados como São Paulo e Paraná, a comercialização avançou nos últimos dias. Já em Goiás e Minas Gerais, muitos produtores seguem segurando parte da oferta por causa da falta de chuvas e do risco para o desenvolvimento das lavouras. Essa postura mais defensiva limita movimentos mais fortes de baixa.
Do lado da demanda, o cenário é de tranquilidade. Consumidores indicam bom abastecimento e não demonstram urgência nas compras neste momento. Isso ajuda a manter o mercado sem grandes oscilações.
As previsões climáticas também seguem no radar. Modelos do INMET indicam chuvas mais expressivas entre os dias 8 e 10 de maio para os estados do Sul, além de precipitações no sul de São Paulo entre os dias 10 e 11. Já em grande parte do Sudeste e Centro-Oeste, os volumes previstos seguem baixos até meados do mês.
Nos portos, as indicações recuaram acompanhando a queda do dólar e da Bolsa de Chicago. Em Santos, o milho foi negociado entre R$ 64,50 e R$ 68,50 por saca. Em Paranaguá, as indicações ficaram entre R$ 63,50 e R$ 68,00.
No mercado interno, os preços variaram conforme a região:
Cascavel (PR): R$ 60,00 a R$ 62,00/saca
Mogiana (SP): R$ 62,00 a R$ 64,00/saca
Campinas CIF (SP): R$ 67,00 a R$ 69,00/saca
Erechim (RS): R$ 66,50 a R$ 68,00/saca
Uberlândia (MG): R$ 55,00 a R$ 58,00/saca
Rio Verde (GO): R$ 56,00 a R$ 58,00/saca
Rondonópolis (MT): R$ 48,00 a R$ 52,00/saca
No cenário internacional, a Bolsa de Chicago opera em baixa e caminha para a primeira queda semanal em cerca de um mês. Os contratos de milho para julho recuaram para US$ 4,66 por bushel, pressionados principalmente pela realização de lucros dos investidores.
Além disso, o dólar comercial caiu para a faixa de R$ 4,89, fator que reduz a competitividade das exportações brasileiras e contribui para o enfraquecimento das indicações nos portos.
🔧 Orientação:
Se você ainda possui milho armazenado, este é um momento importante para acompanhar o custo de armazenagem, fluxo de caixa e previsão climática da safrinha na sua região. Em mercados mais travados, oportunidades de venda podem surgir rapidamente com mudanças no câmbio ou no clima.