Agricultura

Cafeicultura mineira conquista prêmio internacional

Os vencedores foram Agro Fonte Alta, do Sul de Minas; Raimundo Dimas Santana Filho, da região das Matas de Minas; e São Mateus Agropecuária, do Cerrado Mineiro.

Daniel Vilar
Especialista
3 min de leitura
Cafeicultura
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A cafeicultura mineira voltou a ganhar destaque nacional no 35º Prêmio Ernesto Illy de Qualidade Sustentável do Café para Espresso, uma das premiações mais tradicionais do setor cafeeiro brasileiro. O evento foi realizado em São Paulo nesta quinta-feira (8) e reconheceu produtores que se destacaram pela qualidade, sustentabilidade e excelência na produção de cafés arábica voltados ao mercado de espresso.

Nesta edição, Minas Gerais conquistou os três primeiros lugares entre os 40 finalistas selecionados por especialistas nacionais e internacionais da illycaffè. Os vencedores foram Agro Fonte Alta, do Sul de Minas; Raimundo Dimas Santana Filho, da região das Matas de Minas; e São Mateus Agropecuária, do Cerrado Mineiro.

Os três produtores receberam premiação de R$ 10 mil cada e também garantiram vaga no 11º Prêmio Internacional de Café Ernesto Illy, que será realizado no exterior no segundo semestre deste ano. A colocação definitiva entre primeiro, segundo e terceiro lugar será divulgada apenas na etapa internacional.

Criado há 35 anos, o prêmio se tornou referência na valorização dos cafés especiais brasileiros. Além da qualidade da bebida, a avaliação considera critérios ligados à sustentabilidade, rastreabilidade e boas práticas no campo. Ao longo das últimas décadas, a premiação ajudou a fortalecer a imagem do café brasileiro no mercado internacional e incentivou produtores a investirem em manejo mais técnico e em pós-colheita de maior qualidade.

Além dos campeões nacionais, também foram divulgados os vencedores regionais. No Sul de Minas, a Agro Fonte Alta ficou em primeiro lugar. Já nas Matas de Minas, o destaque foi Raimundo Dimas Santana Filho. No Cerrado Mineiro, a vencedora regional foi São Mateus Agropecuária. O prêmio também reconheceu classificadores de café, profissionais responsáveis pela análise sensorial e técnica das amostras.

A presença dominante de Minas Gerais reforça a força do estado na produção de cafés especiais. Regiões como Cerrado Mineiro, Sul de Minas e Matas de Minas vêm se consolidando pela combinação entre altitude, clima favorável, manejo técnico e investimentos em qualidade pós-colheita.

Para o produtor rural, premiações como essa mostram uma tendência importante do mercado: cafés diferenciados continuam ganhando espaço e agregando valor à produção. Em muitas propriedades, pequenos ajustes no manejo nutricional, na colheita seletiva e na secagem já podem melhorar significativamente a qualidade final da bebida.

🔧 Orientação:
Se você produz café, vale acompanhar indicadores de qualidade da bebida e investir em rastreabilidade e pós-colheita. O mercado de cafés especiais segue remunerando melhor produtores que conseguem unir produtividade, sustentabilidade e padrão elevado de bebida.

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