Oferta elevada derruba preços do milho
Mesmo com a tendência de baixa, o mercado ainda acompanha com atenção as condições climáticas nas áreas da segunda safra de milho, especialmente no Centro-Oeste e Sudeste.
Os preços do milho continuam pressionados em grande parte das regiões produtoras do Brasil, segundo levantamento divulgado pelo Cepea nesta segunda-feira (11). O aumento da oferta no mercado, impulsionado pela colheita da safra de verão e pelos altos estoques remanescentes da temporada passada, vem puxando as cotações para baixo.
De acordo com o Cepea, compradores têm encontrado facilidade nas negociações e seguem aguardando novas quedas nos preços antes de avançar nas aquisições. Ao mesmo tempo, parte dos produtores está mais flexível nas vendas no mercado spot, principalmente devido à necessidade de liberar espaço nos armazéns e fazer caixa neste período de entrada da nova produção.
O cenário é resultado da combinação entre a chegada dos lotes de soja e milho da safra de verão e os estoques elevados ainda guardados da temporada 2024/25. Em muitas regiões, unidades armazenadoras já operam com maior pressão logística, aumentando a necessidade de comercialização.
Mesmo com a tendência de baixa, o mercado ainda acompanha com atenção as condições climáticas nas áreas da segunda safra de milho, especialmente no Centro-Oeste e Sudeste. Algumas regiões enfrentam falta de chuva e temperaturas elevadas, o que pode comprometer parte do potencial produtivo das lavouras.
A previsão de frentes frias voltou a preocupar os agentes do mercado. Caso ocorram quedas mais intensas de temperatura ou geadas em áreas produtoras, o desenvolvimento da segunda safra pode ser afetado.
Até o momento, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima produção de 109,11 milhões de toneladas para a segunda safra brasileira de milho. O volume elevado reforça a expectativa de ampla oferta no mercado nacional ao longo dos próximos meses.
No campo, muitos produtores seguem avaliando o melhor momento para negociar. Enquanto alguns avançam nas vendas para aliviar os armazéns, outros preferem esperar possíveis reações nos preços, especialmente se houver perdas climáticas na safrinha.
O comportamento do dólar, das exportações e da demanda interna também deve continuar influenciando o mercado nas próximas semanas.
🔧 Orientação prática:
Se você ainda possui milho armazenado, acompanhe os custos de armazenagem e o comportamento climático da segunda safra. Em momentos de mercado pressionado, organização logística e estratégia comercial fazem diferença no resultado final da safra.