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Chile impulsiona exportação brasileira de ovos

Isso pode representar novas oportunidades para produtores e empresas do setor, principalmente em momentos de aumento da demanda externa.

Daniel Vilar
Especialista
3 min de leitura
ovos
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As exportações brasileiras de ovos voltaram a crescer em abril de 2026, após dois meses de desaceleração. O avanço foi puxado principalmente pela demanda do Chile, que registrou o primeiro caso de gripe aviária em uma granja comercial e ampliou fortemente as compras do produto brasileiro.

Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), analisados pelo Cepea, o Brasil exportou 2,31 mil toneladas de ovos in natura e processados em abril. O volume representa aumento de 24% em relação a março deste ano. Apesar da recuperação mensal, os embarques ainda ficaram 47% abaixo do registrado em abril de 2025.

O destaque ficou para os ovos in natura. Foram embarcadas 1,64 mil toneladas no mês, crescimento de 53% frente a março. O Chile concentrou 84% dessas compras, registrando o maior volume já importado da história para esse produto, conforme a série histórica da Secex.

Já os ovos processados somaram aproximadamente 668 toneladas, apresentando queda de 16% na comparação mensal.

De acordo com pesquisadores do Cepea, o cenário reforça o papel estratégico do Brasil no abastecimento internacional de ovos em momentos de crise sanitária em outros países. Situação semelhante já havia ocorrido em 2025, quando os Estados Unidos ampliaram gradualmente as importações brasileiras devido aos impactos da gripe aviária no mercado local.

O principal diferencial brasileiro continua sendo o status sanitário. Como o país permanece livre de gripe aviária em produção comercial, o setor avícola nacional ganha espaço no mercado internacional justamente em períodos de maior restrição global de oferta.

Na prática, isso pode representar novas oportunidades para produtores e empresas do setor, principalmente em momentos de aumento da demanda externa. Porém, especialistas alertam que manter os protocolos de biosseguridade nas granjas continua sendo fundamental para preservar a competitividade brasileira.

Medidas simples, como controle de acesso às propriedades, higiene de veículos e equipamentos, manejo correto de aves silvestres e monitoramento constante da sanidade do plantel, seguem sendo essenciais para evitar riscos e manter a confiança dos mercados compradores.

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