Viveiro para Produção de Mudas de Café
Os viveiros para produção de mudas de café podem ser de pequeno, médio e grande porte, tendo como objetivo atender a demanda interna da propriedade ou para comercialização de mudas. Além disso, o viveiro de mudas pode ser comunitário ou público gerido por órgãos governamentais. Por essa razão, os viveiros de produção de mudas comumente apresentam grande variedade de estrutura física, capacidade de produção, tanto em quantidade quanto em qualidade.
Localização do viveiro
Para escolha do local de instalação do viveiro devem ser observadas as características da área, atentando-se para a topografia do terreno, acesso de veículos e pessoas, disponibilidade de água de qualidade, incidência de radiação, intensidade de ventos, infestação de plantas daninhas, proximidade do jardim clonal e do mercado consumidor.
A topografia do terreno deve ter de 1% a 5% de declividade e ser de fácil drenagem. Deve ser de fácil acesso durante todo ano, possibilitando a chegada de insumos e a expedição das mudas, entretanto, deve-se evitar o trânsito de animais e de pessoas, o que facilita a disseminação de pragas e doenças, principalmente nematoides.
A área deve ser próxima à fonte de água de boa qualidade para irrigação, durante todo o período de desenvolvimento das mudas. Entretanto, deve-se evitar as baixadas úmidas que favorecem o desenvolvimento de patógenos e doenças fúngicas.
O local deve receber incidência de radiação solar durante todo o dia e o viveiro deve ser construído no sentido leste-oeste para melhor aproveitamento da radiação solar. É importante também que a área seja ventilada, porém, livre da incidência direta de ventos fortes. O solo deve ser livre da infestação de plantas daninhas, principalmente grama-seda (Cynodom dactylon) e tiririca (Cyperus rotundus) (MARTINEZ et al., 2007; FONSECA et al., 2007).
Quando o objetivo for produção de mudas clonais, o viveiro deve ser instalado próximo ao jardim clonal, área destinada à produção de estacas, que será descrita posteriormente. No caso de viveiros comerciais, deve-se analisar a proximidade dos mesmos em relação ao mercado consumidor, para facilitar e reduzir os custos com transporte e entrega das mudas.

Tipos de viveiro
Os viveiros podem ser provisórios ou permanentes, conforme a capacidade e o objetivo da produção e as características dos materiais empregados na estrutura. Os viveiros provisórios são cobertos com folhas de palmáceas ou bambu e construídos com mourões de eucalipto ou outras madeiras disponíveis na propriedade. Geralmente, são utilizados por agricultores para produção de mudas em pequena escala.
Os viveiros permanentes rústicos também podem ser construídos com materiais encontrados na propriedade como mourões de eucalipto ou similar. No entanto, a cobertura é geralmente feita com material permanente de baixo custo, como tela de sombreamento. Estes viveiros geralmente são destinados à produção de mudas para uso próprio e comercialização do excedente.
Os viveiros permanentes que utilizam material durável e de alto custo, são geralmente utilizados por produtores de mudas especializados. Esses viveiros são, na maioria, destinados à produção de mudas clonais e são construídos em estrutura metálica, alvenaria ou madeira, com tela de sombreamento para redução de 50% da insolação, e são equipados com sistema de irrigação automatizado, proteção lateral móvel ou fixa, pedilúvio de entrada e geradores de energia.
Dimensões do viveiro
A área do viveiro será proporcional ao total de mudas de café a serem produzidas e do tamanho da sacola a ser utilizada. Estima-se que 1,0 m2 de canteiro possa acomodar de 196 a 256 sacolas de polietileno de dimensões 11 cm x 20 cm x 0,006 cm (MARCOLAN et al., 2009).
O viveiro deve ter altura mínima de pé direito de 2,20 m. Os canteiros devem possuir 1,20 m a 1,40 m de largura para facilitar os tratos culturais e o manejo das mudas. O comprimento dos canteiros dependerá da infraestrutura e demanda de mudas, normalmente entre 20 m a 30 m de comprimento, e os corredores devem apresentar de 0,50 m a 0,60 m de largura (Figura 1).

Para o cálculo da área total do viveiro, considera-se a somatória da área, a qual é ocupada pelas sacolas formando os canteiros e pela área de circulação correspondente a 40% da área (GUIMARÃES et al., 1989). Portanto, considerando 200 sacolas m-2 de canteiro e 40% de áreas de corredores obtêm-se a área total do viveiro (Tabela 1).

Se você tem interesse em saber mais sobre a Cultura do Café Arábica e Conilon, te convido a conhecer a plataforma da AgricOnline. Ao fazer a sua assinatura, você tem acesso ilimitado a todos os cursos da plataforma. São cursos que vão desde produção vegetal, produção animal, mercado e carreira.
Ao término de cada curso, você tem direito ao certificado com a carga horária de cada curso, clique no link para conhecer.

Ou clique no link:
https://go.agriconline.com.br/pass/?sck=portal
Fonte
MARCOLAN, Alaerto Luiz; ESPINDULA, Marcelo Curitiba. Café na Amazônia. 1º ed. Brasília - DF: Embrapa, 2015.