Clima

Uso de Forno Micro-ondas para Medida da Matéria Seca de Volumosos In Natura

Daniel Vilar
Especialista
3 min de leitura
Uso de Forno Micro-ondas para Medida da Matéria Seca de Volumosos In Natura
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Um método de determinação de MS bastante prático e que pode ser feito na própria fazenda é a evaporação de toda a água da forragem através do aquecimento em forno de micro-ondas. A seguir são apresentadas a marcha analítica e algumas dicas para a realização desta determinação:

Material necessário

  • Forno de micro-ondas com Prato Giratório
  • Bandeja de material que não absorve água (Plástico, por exemplo).
  • Copo comum
  • Balança com precisão de, no mínimo, 0,1% do peso da amostra.

Exemplo: 50 g de amostra podem ser pesadas em uma balança com precisão de 0,050 g (50 mg).

Procedimento

1) Pese a Bandeja e anote o peso

2) Coloque uma amostra representativa do material a ser analisado sobre a Bandeja. Anote o peso da Bandeja + Amostra.

3) É necessário colocar um copo com água no forno de micro-ondas, que ajuda evitar que a amostra carbonize.

4) Coloque a Bandeja + Amostra no forno de micro-ondas.

5) Ajuste o temporizador do forno de micro-ondas para 3 minutos, na potência máxima e ligue-o.

6) Retire a Bandeja + Amostra do forno de micro-ondas. Pese e Anote.

7) Repita os itens “5” e “6” até que as leituras das pesagens repitam o mesmo valor por duas vezes (ou mais) ou que o valor não afete o cálculo em mais de 1% do valor da umidade.

8) Faça os cálculos conforme o item quatro.

Observações muito importantes

1) A quantidade mínima de Amostra é 25 g, mas pode ser preciso pesar mais em função da precisão da balança. Exemplo: Balança de 0,1 g (100 mg) de precisão, pesar no mínimo 100 g de amostra (0,1g ÷ 0,1% = 100g).

2) Encher o copo d’água de tal forma que não haja possibilidade de espirrar água dele e mas que demore a ferver (Pode ser colocado um pouco de gelo junto).

3) É importante deixar a amostra de forma mais espalhada possível no recipiente, evitando deixar locais com excesso, onde pode ocorrer excessiva concentração de calor e queimar a amostra. É comum acontecer isso no centro da amostra. Assim, desde que se evite qualquer perda de amostra, pode ser interessante remexê-la.

4) A maioria das forragens não precisa ser picada para se determinar a umidade. A cana de açúcar é um dos exemplos de forragem que deve ser picada.

5) É possível, após ter mais experiência com o material que se está secando, aumentar o intervalo de tempo de 3 minutos, especialmente nos intervalos iniciais, quando há mais água no material. À medida que a amostra seca, gradualmente volta-se a encurtar os tempos menores (Exemplo: 9, 5, 4, 3, 3 min).

6) Essa metodologia não se aplica às forragens conservadas, porque há perda dos ácidos orgânicos. Ainda sim, pode ser usada caso queira-se ter uma ideia da MS destes materiais, desde que considere que o valor será subestimado em cerca de 5-10% da MS e que esse, por causa de valor carece de acurácia.

Cálculos

Abaixo, um exemplo de determinação de matéria seca de cana-de-açúcar com folhas apresentando as anotações de pesagem e os cálculos.

Exemplo:

O material tem 30% de Matéria Seca na sua composição original.

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Fonte

DE MEDEIROS, Sérgio Raposo; GOMES, Rodrigo da Costa; BUNGENSTAB, Davi José. Nutrição de bovinos de corte: fundamentos e aplicações. 1ª ed. Brasília - DF: Embrapa, 2015.

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