Prós e Contras do Uso da Técnica de Hidroponia
É muito comum encontrarem-se listas com infindáveis vantagens da utilização tanto do cultivo hidropônico como do convencional.
No entanto, ao analisar essas vantagens, é necessário ser criterioso a fim de perceber o que é realmente uma vantagem na situação local de cada produtor, bem como avaliar a aplicabilidade do que está sendo proposto mediante as condições técnicas de que o produtor dispõe e às vicissitudes que a tecnologia traz ao meio agrícola.
Comumente, destacam-se as seguintes vantagens (aplicáveis ao uso dos sistemas hidropônicos em geral e resguardadas as particularidades de cada um):
• possibilidade de produção de alimentos próxima aos centros consumidores, aonde as áreas disponíveis são parcas e de alto valor imobiliário;
• melhor eficiência no uso d’água e melhor controle de sua qualidade;
• melhor eficiência na utilização dos fertilizantes;
• redução no uso de agrotóxicos devido à melhor nutrição das plantas e consequente menor ataque de pragas e doenças;
• maior produtividade e consequente redução dos custos de produção;
• possibilidade de aproveitamento de áreas inaptas ao cultivo convencional tais como zonas áridas e solos degradados (TEIXEIRA, 1996);
• cultivo livre de parasitas e microrganismos patogênicos para o ser humano provenientes de água de irrigação contaminada;
• independência do cultivo às intempéries tais como veranico, geadas, chuvas de granizo, ventos, encharcamentos e às estações climáticas, permitindo o cultivo durante todo o ano (FAQUIN, 1996);
• redução do uso de mão de obra nas atividades “braçais” tais como a eliminação de tratos culturais, capina e preparo de solo, além das atividades na hidroponia serem consideradas mais suaves (CASTELLANE e ARAÚJO, 1994);
• possibilidade de automação quase completa;
• redução de erosão e degradação do meio ambiente por liberação de fertilizantes e agrotóxicos nos solos, contaminantes potenciais de lençóis freáticos;
• produtos mais limpos e de melhor qualidade biológica, como por exemplo, folhosas com níveis de nitrato controlados nos tecidos;
• independência dos cultivos ao uso de matéria orgânica;
• antecipação da colheita devido ao encurtamento do ciclo da planta (FAQUIN, 1996);
• rápido retorno econômico (FAQUIN, 1996);
• permite um rápido controle em caso de deficiências nutricionais visíveis;
• dispensa rotação de culturas (TEIXEIRA, 1996).
• possibilidade de programação da produção.
• diminuição do ciclo de cultivo ou aumento do período reprodutivo (número de frutos/planta) com colheita precoce;
• menor emprego de mão de obra;
• redução de riscos com intempéries, por se tratar de cultivo protegido;
• não há competição por água e nutrientes entre as plantas;
• uniformidade do stand de cultivo.
Em contrapartida, podemos enunciar algumas desvantagens dos sistemas hidropônicos em relação aos cultivos convencionais:
• alto custo de instalação dos sistemas (SANTOS, 1998; TEIXEIRA, 1996; FAQUIN, 1996);
• necessidade de mão de obra especializada, ou no mínimo que o produtor tenha um treinamento teórico e prático adequado, não podendo prescindir de uma assistência técnica especializada (SANTOS, 1998; TEIXEIRA, 1996);
• requer um acompanhamento permanente do funcionamento do sistema, principalmente do fornecimento de energia elétrica e controle da solução nutritiva (FAQUIN, 1996);
• requer novos produtos e técnicas adequadas ao controle de pragas e doenças visto que a utilização de agrotóxicos convencionais elimina um dos atrativos comerciais do produto hidropônicos que é a qualidade biológica (TEIXEIRA, 1996);
• o sistema hidropônico torna as plantas muito susceptíveis a desbalanços nutricionais, deficiências hídricas ou de oxigenação;
• a atividade é relativamente nova e de pouca tradição no sentido de que é comum o aparecimento de situações inusitadas para as quais não há um efetivo mecanismo de controle prontamente disponível;
• custo inicial relativamente alto;
• os cuidados com os detalhes de instalação, com a rotina e disciplina, determinam o fracasso ou êxito do cultivo;
• as plantas se tornam muito dependente do homem, sendo mais susceptíveis a desbalanceamentos nutricionais ou alterações no abastecimento de oxigênio e água;
• necessidade de mão de obra especializada, pois exige alto nível tecnológico;
• prevenção contra qualquer risco de contaminação por patógenos, caso contrário, todo o sistema será contaminado.
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Fonte
COMETTI, Nilton Nélio; GENUNCIO, Gláucio da Cruz; ZONTA, Everaldo. Hidroponia para Técnicos. 1ª ed. Brasília – DF: IFB, 2019.