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Como Fazer a Adubação Para Arroz

Daniel Vilar
Especialista
20 min de leitura
Como Fazer a Adubação Para Arroz
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Introdução

A adubação é um componente fundamental no cultivo de arroz, uma vez que contribui para o desenvolvimento saudável das plantas e o aumento da produtividade. A adubação adequada fornece os nutrientes essenciais necessários para o crescimento e o desenvolvimento das plantas de arroz, resultando em colheitas abundantes e de alta qualidade.

Neste artigo, exploraremos as melhores práticas de adubação para o cultivo de arroz, com foco na importância da escolha dos fertilizantes certos, na dosagem adequada e no momento correto de aplicação. Além disso, discutiremos a importância da adubação para o solo e dos requisitos específicos de nutrientes do arroz.

A adubação de arroz é um fator chave para garantir a sustentabilidade e a rentabilidade do cultivo, e este artigo fornecerá uma visão geral abrangente para auxiliar os agricultores a obterem os melhores resultados em suas plantações.

Benefícios da adubação adequada para o cultivo do arroz

A adubação adequada no cultivo de arroz oferece uma série de benefícios importantes. Primeiramente, ela fornece os nutrientes essenciais para o crescimento saudável das plantas, promovendo uma maior absorção de água e nutrientes, resultando em um sistema radicular mais robusto. Isso permite que as plantas de arroz sejam mais resistentes a condições adversas, como seca e doenças.

Além disso, a adubação adequada contribui para o aumento da produtividade, uma vez que fornece os nutrientes necessários para a formação de grãos de arroz de melhor qualidade e maior tamanho. A adubação também desempenha um papel fundamental na melhoria da fertilidade do solo, ajudando a corrigir possíveis deficiências de nutrientes e melhorando a estrutura do solo.

Importância da adubação equilibrada para a produtividade do arroz

A adubação equilibrada desempenha um papel crucial na maximização da produtividade do arroz. Quando os nutrientes são fornecidos de forma balanceada, as plantas de arroz têm acesso a todos os elementos necessários para seu crescimento e desenvolvimento saudáveis.

Isso resulta em uma maior absorção de nutrientes, fortalecimento do sistema radicular, aumento da eficiência fotossintética e desenvolvimento adequado das estruturas reprodutivas, como as panículas de arroz.

As proporções de nutrientes são igualmente importantes na adubação equilibrada para o cultivo de arroz.

Veja algumas proporções essenciais a serem consideradas:

N/Cu: A proporção adequada entre nitrogênio (N) e cobre (Cu) é importante para promover o crescimento equilibrado das plantas de arroz. O cobre desempenha um papel fundamental na síntese de proteínas e no metabolismo do nitrogênio.

Cu/Mo/Co: A relação entre cobre (Cu), molibdênio (Mo) e cobalto (Co) é importante para a eficiente fixação do nitrogênio atmosférico pelas bactérias associativas presentes nos nódulos das raízes de arroz. Esses nutrientes são essenciais para o bom funcionamento das enzimas envolvidas nesse processo.

P/S: A proporção adequada entre fósforo (P) e enxofre (S) é importante para o desenvolvimento das plantas de arroz. O fósforo está envolvido no metabolismo energético e na formação de tecidos vegetais, enquanto o enxofre é essencial para a síntese de proteínas e a produção de clorofila.

P/Zn: A proporção entre fósforo (P) e zinco (Zn) desempenha um papel fundamental na absorção e utilização eficiente desses nutrientes pelas plantas de arroz. O zinco é necessário para a síntese de hormônios vegetais e para o correto desenvolvimento das panículas de arroz.

Ca/Mg + K: A relação entre cálcio (Ca) e magnésio (Mg) mais potássio (K) é importante para a estabilidade da estrutura do solo e para o equilíbrio eletrolítico nas células das plantas de arroz. Esses nutrientes são essenciais para o desenvolvimento adequado das plantas e a produção de grãos.

Ca/Mn,Fe: A proporção entre cálcio (Ca) e manganês (Mn) mais ferro (Fe) é relevante para a absorção adequada desses nutrientes pelas plantas de arroz. O manganês e o ferro são cofatores de várias enzimas envolvidas em processos metabólicos cruciais, como a fotossíntese e a respiração.

K/Mg: A relação entre potássio (K) e magnésio (Mg) influencia o equilíbrio eletrolítico e a absorção de nutrientes pelas plantas de arroz. O potássio é essencial para a regulação osmótica e o transporte de nutrientes, enquanto o magnésio desempenha um papel fundamental na síntese de clorofila.

K/B: A proporção entre potássio (K) e boro (B) é importante para o crescimento e desenvolvimento adequado das plantas de arroz. O boro está envolvido na formação da parede celular, no transporte de açúcares e na síntese de carboidratos.

N/P/K: A relação adequada entre nitrogênio (N), fósforo (P) e potássio (K) é fundamental para o crescimento, a produção de grãos e a resistência das plantas de arroz. Esses macronutrientes desempenham papéis vitais em processos metabólicos essenciais.

Al/Ca + Mg + K: A relação entre alumínio (Al) e cálcio (Ca) mais magnésio (Mg) mais potássio (K) é importante para a redução dos efeitos negativos do alumínio tóxico no crescimento das plantas de arroz. O cálcio, o magnésio e o potássio atuam como competidores do alumínio na absorção e utilização pelos sistemas radiculares das plantas.

Essas proporções equilibradas entre os nutrientes são cruciais para garantir o crescimento saudável, o desenvolvimento adequado e a máxima produtividade das plantas de arroz, resultando em colheitas de alta qualidade. É importante considerar essas proporções ao realizar a adubação para fornecer os nutrientes necessários em quantidades balanceadas.

O que é adubação para arroz

O arroz é uma cultura exigente em nutrientes, especialmente nitrogênio, fósforo e potássio. A adubação adequada fornece os nutrientes necessários para suprir as demandas da planta e otimizar a produtividade da lavoura. Além disso, a adubação também pode auxiliar no controle de doenças, melhorar a resistência das plantas a condições adversas e promover o crescimento uniforme.

Aqui está um vídeo sobre como fazer a adubação de arroz:

https://www.youtube.com/watch?v=vSNmKk7TMIk&t=115s&ab_channel=Agriconline

Lembrando que é sempre importante seguir as recomendações técnicas específicas para a adubação de arroz, levando em consideração as características do solo, a variedade cultivada e as práticas de manejo utilizadas.

Necessidades nutricionais do arroz durante o ciclo de crescimento

As quantidades específicas de nutrientes necessárias por planta de arroz podem variar dependendo de fatores como a fase de crescimento da planta, a produtividade almejada, a fertilidade do solo e as práticas agronômicas adotadas. No entanto, aqui estão algumas referências gerais das quantidades de nutrientes por planta de arroz:

Necessidade de Nitrogênio do Arroz

Em média, para uma produtividade de arroz de 5 a 6 toneladas por hectare, estima-se uma absorção de nitrogênio de aproximadamente 25 a 30 kg por hectare. Em relação à quantidade por planta, pode variar de 1 a 3 gramas de nitrogênio por planta.

Recomenda-se o uso de 50 a 60 kg/ha de N. Podem-se aplicar 1/5 no plantio e 4/5 em cobertura, por ocasião da diferenciação do primórdio floral, que ocorre entre 50 e 55 dias após a emergência, dependendo do cultivar.

A aplicação de nitrogênio no plantio pode ser feita no sulco ou a lanço, com posterior incorporação; contudo, sua distribuição junto com o fósforo e o potássio no sulco, por ocasião do plantio, tem sido o método mais utilizado. A aplicação em cobertura é feita em linha ao lado das plantas.

Como fonte, a forma nítrica tem-se mostrado mais eficiente, porém, em solos deficientes em enxofre, deve-se dar preferência ao uso de sulfato de amônio (23 % S). A uréia, desde que aplicada em profundidade, também pode ser utilizada.

FONTE: 5° aproximação revisada.

Necessidade de Fósforo do Arroz

A absorção de fósforo pelo arroz pode variar dependendo das condições do solo e da variedade cultivada. Em geral, estima-se que o arroz absorva em torno de 3 a 5 kg de fósforo por hectare. Para uma densidade de plantio de 20.000 plantas por hectare, isso corresponde a aproximadamente 0,15 a 0,25 gramas de fósforo por planta.

Em solos de cerrado, aplicar adubação fosfatada corretiva com 240 kg/ha de P2O5 em solos argilosos, 150 kg/ha de P2O5 em solos de textura média e 120 kg/ha de P2O5 em solos arenosos no 1o
ano de cultivo.

A adubação corretiva não dispensa a adubação de manutenção e pode ser feita de duas maneiras:

  • a) Fazer a correção fosfatada, aplicando a quantidade recomendada de P2O5 de uma só vez no 1º ano, usando como fonte os fosfatos parcialmente solubilizados ou termofosfatados magnesianos;
  • b) Fazer a correção gradativa com a quantidade recomendada de P2O5 parcelada em dois ou três anos, usando-se, neste caso, superfosfatos solúveis como MAP, DAP, superfosfato simples ou triplo.

O tamanho do grânulo, a solubilidade, a época, o modo e a frequência de aplicação ao solo têm influência marcante na eficiência relativa do fertilizante fosfatado.

Para a adubação de manutenção, devem-se usar fontes solúveis de fósforo (superfosfato triplo, simples e de amônio -MAP e DAP), na forma de grânulos no sulco de plantio, de maneira a reduzir o contato do fosfato com as partículas do solo e, consequentemente, torná-lo mais disponível na zona de crescimento das raízes

FONTE: 5° aproximação revisada.

Necessidade de Potássio do Arroz

A absorção de potássio pelo arroz também depende de vários fatores, incluindo a produtividade almejada. Geralmente, estima-se que o arroz absorva de 20 a 30 kg de potássio por hectare. Considerando uma densidade de plantio de 20.000 plantas por hectare, isso corresponde a aproximadamente 1 a 1,5 gramas de potássio por planta.

A recomendação geral para potássio é aplicá-lo no plantio, com nitrogênio e fósforo. Em solos arenosos, com drenagem excessiva e baixa CTC, podem ocorrer perdas de potássio por lixiviação. Para melhor utilizar o potássio existente no solo e o adicionado pela adubação, deve-se neutralizar o alumínio trocável pela calagem e aplicar doses menores de fertilizante, com maior frequência.

Os métodos de aplicação mais usados são no sulco, 5 cm abaixo e 5 cm ao lado das sementes, ou a lanço, para altas doses

FONTE: 5° aproximação revisada.

Recomendação de adubação para Arroz

É de extrema importância seguir os boletins técnicos desenvolvidos por instituições de pesquisa, como a EMBRAPA (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), para realizar a adubação correta e evitar desequilíbrios nutricionais e deficiências nas culturas.

Esses boletins são elaborados com base em estudos científicos e experimentos realizados pelos pesquisadores, oferecendo diretrizes específicas e atualizadas para a adubação adequada de cada cultura.

Ao seguir os boletins técnicos, os agricultores têm acesso a recomendações embasadas em pesquisas e resultados práticos, garantindo a utilização correta dos nutrientes e evitando desperdícios de fertilizantes. Os boletins consideram as características do solo, as necessidades nutricionais da cultura, as práticas de manejo recomendadas e as condições regionais, proporcionando um guia confiável para a adubação eficiente.

Além disso, os boletins técnicos também auxiliam na prevenção de desequilíbrios nutricionais, como excesso ou escassez de nutrientes, que podem afetar negativamente o desenvolvimento das plantas e reduzir a produtividade. O conhecimento das quantidades corretas de cada nutriente a ser aplicado no solo é essencial para suprir as demandas da cultura e garantir seu crescimento saudável e produtivo.

A seguir, apresentamos o boletim de recomendação de adubação para a cultura do arroz, segundo o IAC (Instituto Agronômico de Campinas):

Para arroz sequeiro

adubação de arroz
adubação de arroz
adubação de arroz

Para arroz irrigado

adubação de arroz
adubação de arroz
adubação de arroz

É importante ressaltar que essas recomendações podem variar de acordo com as particularidades de cada região e condições específicas do solo. Portanto, é fundamental consultar os boletins técnicos atualizados e buscar o acompanhamento de profissionais agrícolas para obter orientações precisas e personalizadas para a adubação adequada da cultura do arroz.

Tipos de Adubos Para Arroz

Adubos orgânicos para arroz

Existem diversos adubos orgânicos que podem ser utilizados na cultura do arroz para promover o desenvolvimento saudável das plantas. Alguns exemplos de adubos orgânicos adequados para o arroz são:

  1. Composto orgânico: Obtido a partir da decomposição de material vegetal, animal e resíduos orgânicos, o composto orgânico é uma excelente fonte de nutrientes para o arroz. Recomenda-se aplicar de 5 a 10 toneladas por hectare de composto orgânico bem curtido antes do plantio do arroz.
  2. Estercos de animais: Estercos de bovinos, aves, suínos e outros animais podem ser utilizados como adubo orgânico, fornecendo nutrientes essenciais para o crescimento do arroz. Geralmente, recomenda-se aplicar de 5 a 10 toneladas por hectare de esterco bem decomposto antes do plantio.
  3. Farinha de ossos: Fonte rica em fósforo e cálcio, a farinha de ossos pode ser empregada como adubo orgânico para suprir as necessidades desses nutrientes no solo e na planta de arroz. Para a farinha de ossos, uma recomendação geral é aplicar de 200 a 400 kg por hectare antes do plantio do arroz.
  4. Torta de mamona: Obtida a partir do processamento das sementes de mamona, a torta de mamona é uma alternativa orgânica para fornecer nitrogênio, fósforo e potássio para o arroz. A quantidade recomendada de torta de mamona pode variar de 500 a 1000 kg por hectare, a ser aplicada antes do plantio do arroz.
  5. Vinhaça: Subproduto da produção de açúcar, a vinhaça pode ser utilizada como adubo orgânico, fornecendo nutrientes e matéria orgânica para o solo e, consequentemente, para o arroz. Em geral, pode-se aplicar de 5.000 a 10.000 litros por hectare, diluindo a vinhaça em água, de preferência antes do plantio

É importante ressaltar que a escolha e a dosagem dos adubos orgânicos devem levar em consideração as características do solo, a fase de desenvolvimento da planta e as recomendações específicas para a cultura do arroz. Recomenda-se também fazer análises periódicas do solo para monitorar os níveis de nutrientes e ajustar a adubação de acordo com as necessidades da cultura.

Adubação verde no cultivo de arroz

A adubação verde é uma prática interessante a ser considerada no cultivo do arroz, pois contribui para melhorar a fertilidade do solo, promover o controle de ervas daninhas, aumentar a matéria orgânica e fornecer nutrientes de forma sustentável.

Como fazer a adubação verde no arroz?

  1. Escolha da espécie: Selecione uma espécie de planta de cobertura que seja adequada para o sistema de cultivo do arroz e as condições locais. Algumas opções comuns incluem leguminosas como feijão-de-porco, feijão-guandu ou mucuna-preta, e gramíneas como o capim-milhã ou o capim-pé-de-galinha.
  2. Preparo da área: Antes de semear a adubação verde, prepare o solo removendo restos culturais e realizando a correção de pH e nutrientes, se necessário. Faça o preparo do solo de acordo com as práticas de manejo adequadas para a cultura do arroz.
  3. Semeadura da adubação verde: Semeie as sementes da planta de cobertura em linhas paralelas, utilizando as quantidades recomendadas para a espécie escolhida. A profundidade de semeadura pode variar de acordo com a espécie, mas geralmente é entre 2 a 5 centímetros.
  4. Manejo da adubação verde: Após o estabelecimento da adubação verde, é importante realizar um manejo adequado. Isso inclui o controle de ervas daninhas, caso necessário, e a regulagem da altura da planta de cobertura para evitar sombreamento excessivo sobre o arroz.
  5. Incorporação da adubação verde: Quando a planta de cobertura atingir o estágio adequado de crescimento, geralmente próximo ao florescimento, faça a incorporação no solo. Isso pode ser feito por meio de roçagem seguida de revolvimento superficial do solo ou por meio de gradagem, dependendo da espécie utilizada.

A adubação verde no arroz proporciona diversos benefícios, mas é importante considerar a escolha da espécie de planta de cobertura, o momento adequado de manejo e a compatibilidade com o sistema de cultivo adotado. Consultar um agrônomo ou especialista na área pode ajudar a definir a melhor estratégia de adubação verde para o seu sistema de cultivo de arroz.

Nutrientes Essenciais

Nitrogênio para arroz

O nitrogênio desempenha um papel fundamental no desenvolvimento do arroz, sendo essencial para o crescimento vegetativo, a formação de folhas e o estabelecimento de uma boa produtividade. Sua disponibilidade adequada no solo é crucial para garantir um bom rendimento da cultura.

A deficiência de nitrogênio nas plantas de arroz pode ser identificada por meio de alguns sintomas visuais característicos. Entre eles estão o amarelecimento generalizado das folhas mais velhas (clorose), a redução do tamanho das folhas, o crescimento lento e a diminuição da produção de grãos. Além disso, a planta pode apresentar uma coloração verde-clara, indicando a falta de clorofila, que é responsável pela fotossíntese.

deficiencia de n no arroz

Quanto à adubação nitrogenada no plantio de arroz alagado, existem algumas considerações importantes. O alagamento do solo cria um ambiente anaeróbico, no qual a disponibilidade de oxigênio é reduzida. Isso pode dificultar a absorção de nitrogênio pelas raízes da planta. Além disso, o alagamento pode levar à perda de nitrogênio por meio de processos de desnitrificação, resultando em uma eficiência reduzida da adubação nitrogenada.

Para contornar essa dificuldade, é comum utilizar formas de nitrogênio mais estáveis no plantio de arroz alagado, como a ureia tratada com inibidores de nitrificação. Esses inibidores retardam a conversão da ureia em formas voláteis de nitrogênio, aumentando sua eficiência de absorção pelas plantas.

Outra estratégia é a aplicação fracionada de nitrogênio durante o ciclo da cultura. Isso significa dividir a dose total de adubo nitrogenado em aplicações parceladas ao longo do tempo, o que permite uma melhor sincronização entre a demanda da planta e a disponibilidade de nutrientes.

https://agriconline.com.br/portal/artigo/cinetica-de-absorcao-e-fracoes-nitrogenadas-em-arroz-expressando-o-fator-de-transcricao-osdof261/

Fósforo para arroz

O fósforo é um nutriente essencial para o crescimento e desenvolvimento do arroz. Ele desempenha um papel crucial na transferência de energia nas células, na formação de compostos orgânicos e na regulação de processos metabólicos. A disponibilidade adequada de fósforo no solo é fundamental para garantir uma boa produtividade da cultura.

A deficiência de fósforo nas plantas de arroz pode ser identificada por meio de alguns sintomas característicos. Entre eles estão o crescimento lento, o encurtamento e o escurecimento das folhas mais velhas, a redução do tamanho das folhas jovens e a formação de folhas mais estreitas. Além disso, as plantas podem apresentar raízes pouco desenvolvidas e com coloração mais escura.

É importante ressaltar que a deficiência de fósforo pode ser facilmente confundida com outros fatores, como deficiência de nitrogênio ou até mesmo condições de estresse ambiental. Portanto, é recomendado realizar análises de solo para avaliar os teores de fósforo disponível antes do plantio e durante o manejo da cultura.

Potássio para arroz

O potássio é um nutriente essencial para o cultivo do arroz, desempenhando um papel fundamental em diversos processos fisiológicos da planta. Sua presença adequada no solo é crucial para promover o crescimento, a produção e a resistência do arroz a estresses bióticos e abióticos.

O potássio desempenha um papel vital na regulação do equilíbrio hídrico das plantas, na ativação de enzimas envolvidas na síntese de proteínas e carboidratos, no transporte de nutrientes e na resistência a doenças e pragas. Além disso, ele contribui para o aumento da qualidade dos grãos, favorecendo a formação de espiguetas e o enchimento dos grãos de arroz.

A deficiência de potássio nas plantas de arroz pode ser identificada por meio de alguns sintomas característicos. Entre eles estão o amarelecimento e necrose das bordas das folhas mais velhas, a redução do tamanho das folhas, o crescimento lento, a menor resistência a doenças e pragas, e a menor capacidade de suportar condições adversas, como seca ou altas temperaturas.

Para garantir a disponibilidade adequada de potássio, é importante realizar análises de solo para avaliar os teores desse nutriente antes do plantio e durante o manejo da cultura. Com base nos resultados das análises, pode-se realizar a adubação com potássio, aplicando-o de acordo com as recomendações técnicas e a demanda da cultura.

Micronutrientes necessários para o cultivo de arroz


Os micronutrientes desempenham um papel crucial no cultivo do arroz, mesmo que sejam necessários em quantidades menores em comparação aos macronutrientes. Esses nutrientes, como ferro (Fe), zinco (Zn), manganês (Mn), cobre (Cu), boro (B) e molibdênio (Mo), são essenciais para o crescimento saudável da planta e para o desempenho adequado de diversas funções metabólicas.

Cada um desses micronutrientes desempenha funções específicas no desenvolvimento do arroz.

O ferro é importante na síntese de clorofila e na transferência de elétrons durante a fotossíntese. A deficiência de ferro causa clorose internerval nas folhas jovens.

adubação de arroz

O zinco está envolvido na formação de hormônios de crescimento e na atividade enzimática. A deficiência de zinco causa folhas estreitas e enrugadas.

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O manganês atua na fotossíntese, no metabolismo do nitrogênio e na resistência a doenças. A deficiência de manganês leva à clorose e manchas nas folhas.

adubação de arroz

O cobre é necessário para a formação da lignina, importante na resistência ao acamamento. A deficiência de cobre causa clorose e folhas encurvadas.

adubação de arroz

O boro é essencial na divisão celular e na formação e transporte de carboidratos. A deficiência de boro causa deformações nas folhas e no ápice da planta.

adubação de arroz

O molibdênio é necessário para a fixação biológica do nitrogênio e para a síntese de enzimas envolvidas no metabolismo do nitrogênio. A deficiência de molibdênio causa clorose nas folhas mais velhas.

adubação de arroz

A aplicação de micronutrientes deve ser realizada de forma criteriosa, respeitando as dosagens recomendadas e as condições do solo.

E o silício para o arroz?

O silício é um nutriente benéfico para o arroz, embora não seja considerado um nutriente essencial para a planta. O silício desempenha um papel importante na resistência do arroz a doenças, pragas e estresses abióticos, como seca e salinidade.

A quantidade de silício absorvida pelo arroz pode variar, mas estima-se que a cultura de arroz possa acumular cerca de 2 a 4% de silício em sua biomassa total.

Mas a quantidade de silício disponível no solo e sua absorção pelo arroz podem depender das características do solo, como teor de silício disponível e pH.

Para promover a absorção de silício pelo arroz, algumas práticas agronômicas podem ser adotadas, como a aplicação de fertilizantes contendo silício ou o uso de materiais silicáticos, como a escória de siderurgia, cascas de arroz carbonizadas ou silicato de cálcio. Esses materiais podem ser incorporados ao solo ou aplicados na forma de cobertura para fornecer silício adicional às plantas de arroz.

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Lembre-se de que a adubação adequada é apenas um dos aspectos importantes na agricultura.

Outros fatores, como o manejo de pragas e doenças, a irrigação adequada e a escolha de variedades adequadas, também desempenham um papel significativo no sucesso do seu cultivo.

Mantenha-se atualizado com as melhores práticas e continue aprimorando seus conhecimentos para alcançar resultados excepcionais no agro.

REFERENCIAS:

ANGHINONI, I.; VOLKWEISS, S.J. Recomendações
de uso de fertilizantes no Brasil. In: SIMPÓSIO SOBRE
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N.M. da; BATAGLIA, O.C.; QUAGGIO, J.A.; HIROCE, R.;
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COMISSÃO DE FERTILIDADE DE SOLOS DE GOIÁS.
Recomendações de corretivos e fertilizantes para Goiás.
Goiânia: UFG/EMGOPA, 1988. 101p.

COMISSÃO DE FERTILIDADE DO SOLO DO ESTADO
DE MINAS GERAIS. Recomendações para o uso de corretivos e fertilizantes em Minas Gerais; 4ª aproximação.
Lavras: ESAL, 1989. 176p.

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