Sustentabilidade

Preço mínimo de 17 produtos extrativos é reajustado; veja a lista

Portaria do Mapa e Conab reajusta valores de 17 produtos extrativos; castanha-do-Brasil e macaúba têm as maiores altas, com destaque para a valorização da borracha e do pequi

Redação Agriconline
Equipe editorial
1 min de leitura
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Produtores extrativistas que acessam o Programa de Valorização da Sociobiodiversidade e do Extrativismo (Sociobio Mais) já podem consultar os valores atualizados para os produtos da próxima safra. Os preços foram calculados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A divulgação ocorreu na edição do Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira, 5 de novembro de 2026.

A Portaria nº 965, de 3 de novembro de 2026, de autoria do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), apresenta os preços mínimos vigentes para os 17 produtos extrativos abrangidos pelo programa, por quilograma. Os valores têm validade entre janeiro e dezembro de 2027.

Os maiores reajustes

Os maiores aumentos percentuais em relação aos preços praticados em 2026 foram estabelecidos para a macaúba, nas regiões Centro-Oeste e Sudeste, com alta de 106,45%. Em seguida, aparece a castanha-do-Brasil, na região Norte e no estado de Mato Grosso, com 94,82%.

Também apresentaram correções acima de 50% o pequi (66,67%), em todas as regiões onde é produzido, e a piaçava (58,24%), na região Norte. A piaçava passou por nova regionalização, com a separação de preços mínimos para a região Norte e a Bahia.

Produtos que mantiveram os valores

Do total de produtos extrativos incluídos no Sociobio Mais, cinco mantiveram os preços mínimos válidos para o exercício de 2026. São eles: açaí, buriti (região Norte), cacau (AC, AM, AP e PA), juçara (região Sudeste) e piaçava (BA). A manutenção segue a distribuição geográfica dos biomas de procedência.

Os reajustes por produto

A Portaria também apresenta os valores atualizados para os demais produtos:

- Borracha natural (Cernambi): 39,32%

- Pinhão: 33,69% no Sul e 31,53% em MG e SP

- Pirarucu de manejo: 32,77%

- Babaçu: 30,71%

- Andiroba: 24,13%

- Murumuru: 21,85%

- Macaúba: 19,30% no Nordeste e no Norte

- Juçara: 12,41% no Sul

- Baru: 9,52%

- Umbu: 8,82%

- Mangaba: 6,80% no Nordeste e 5,15% no Centro-Oeste e Sudeste

Como funcionam os preços mínimos

Os preços mínimos são fixados pelo Conselho Monetário Nacional. Eles buscam assegurar remuneração compatível e diminuir as oscilações na renda dos produtores extrativistas que atuam nas cadeias produtivas que auxiliam diretamente na conservação dos biomas brasileiros.

A lista completa dos itens, com a respectiva precificação por unidade de comercialização e distribuída por regiões e estados, pode ser consultada na Portaria MAPA nº 965, de 3 de novembro de 2026.

O que é o Sociobio Mais

O Programa tem como objetivo fomentar ações de conservação dos biomas nativos, contribuindo com a redução do desmatamento e minimizando os efeitos das mudanças climáticas. O Sociobio Mais atua diretamente na geração de renda para as populações que ocupam os territórios abrangidos pelos 17 produtos extrativos da lista de preços mínimos.

Essas populações utilizam os recursos naturais como condição para sua reprodução socioeconômica e cultural. A Conab apoia a comercialização desses produtos por meio da Subvenção Direta ao Produtor Extrativista (SDPE). A SDPE consiste no pagamento de um bônus quando é comprovada a venda a preço inferior ao mínimo fixado pelo Governo Federal e pesquisado pela Companhia.

🔧 Dica prática para você

Se você é produtor extrativista e faz parte do Sociobio Mais, consulte a Portaria MAPA nº 965 no Diário Oficial da União para conferir o preço mínimo do seu produto na sua região. Fique atento aos valores que tiveram grande reajuste, como macaúba, castanha-do-Brasil, pequi e piaçava, e planeje sua colheita e comercialização com base nesses números. Lembre-se de que a Conab paga um bônus (SDPE) caso você venda abaixo do preço mínimo. Por isso, guarde os comprovantes de venda e procure sua cooperativa ou associação para orientação sobre como acessar esse benefício. Informação atualizada é ferramenta de renda no campo.

Fonte: Conab.

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