Pecuária

Os preços da carne de frango voltaram a subir

O valor representa alta de 1,6% em relação à média registrada em abril.

Daniel Vilar
Especialista
3 min de leitura
frango
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Os preços da carne de frango voltaram a subir em maio no mercado paulista, enquanto a carne suína recuou e a bovina permaneceu praticamente estável. Os dados foram divulgados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) nesta quinta-feira (22) e mostram uma mudança importante na competitividade entre as proteínas animais no mercado interno.

Segundo o levantamento, o frango inteiro resfriado foi comercializado, na parcial de maio até o dia 20, à média de R$ 7,31 por quilo no atacado da Grande São Paulo. O valor representa alta de 1,6% em relação à média registrada em abril.

De acordo com os pesquisadores do Cepea, dois fatores ajudaram a sustentar os preços da proteína avícola neste início de mês: o consumo doméstico aquecido e o bom desempenho das exportações brasileiras de produtos avícolas.

Na prática, isso significa que parte da produção nacional continua sendo direcionada ao mercado externo, reduzindo a oferta disponível no mercado interno e dando sustentação às cotações.

Mesmo assim, o setor já começa a observar sinais de desaceleração nas vendas. Segundo o Cepea, a liquidez perdeu força desde o início da segunda quinzena de maio, o que já provoca ajustes negativos em algumas negociações.

Se esse movimento continuar nos próximos dias, os preços podem encontrar dificuldade para manter novas altas ou até sofrer pressão de queda.

Outro ponto importante para o produtor e para o varejo é a relação de competitividade entre as proteínas. Hoje, no atacado paulista, o frango inteiro resfriado está sendo vendido a R$ 1,38 por quilo abaixo da carcaça especial suína e R$ 7,31 por quilo abaixo da carcaça casada bovina.

Essa diferença ainda mantém o frango como uma opção mais acessível para o consumidor brasileiro, principalmente em períodos de renda apertada. Porém, com a alta recente do frango e a queda da carne suína, essa vantagem diminuiu em maio.

Para quem atua na cadeia avícola, o momento exige atenção ao ritmo do consumo interno e ao comportamento das exportações. Já para supermercados e distribuidores, oscilações entre proteínas podem alterar rapidamente a preferência do consumidor nas gôndolas.

Além disso, o avanço do frio em algumas regiões produtoras também pode influenciar o desempenho do consumo nas próximas semanas, especialmente no varejo.

Se você trabalha com produção, distribuição ou comercialização de carnes, vale acompanhar diariamente o comportamento da demanda e das escalas de compra. Em momentos de mercado mais ajustado, pequenas mudanças no consumo podem impactar rapidamente os preços.

Fonte: Cepea/Esalq-USP

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