Pecuária

IA ajuda a evitar consanguinidade no Gir

A tecnologia responde a um desafio crescente da pecuária moderna.

Daniel Vilar
Especialista
3 min de leitura
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A pecuária leiteira brasileira acaba de ganhar uma nova ferramenta para acelerar o melhoramento genético do Gir Leiteiro com mais segurança. Desenvolvido pela Embrapa Gado de Leite em parceria com a Associação Brasileira de Criadores de Gado Gir Leiteiro (ABCGIL), um novo software de simulação de acasalamentos utiliza informações genômicas para indicar os cruzamentos mais eficientes e reduzir o risco de consanguinidade nos rebanhos.

Na prática, o sistema funciona como um consultor digital. Ele cruza os valores genéticos dos animais com o grau de parentesco entre matrizes e touros, simulando os acasalamentos antes mesmo da inseminação. Caso o futuro bezerro apresente um coeficiente de consanguinidade acima do limite recomendado, o programa alerta o produtor e sugere alternativas que preservam o ganho genético sem comprometer a saúde do plantel.

Segundo pesquisadores da Embrapa, a ferramenta também incorpora recursos como o novo Índice de Produção do Gir Leiteiro (IPGL), filtros para doenças hereditárias, seleção de animais para produção de leite A2 e maior rendimento na fabricação de queijos, além de estimativas genéticas voltadas à eficiência de doadoras utilizadas em programas de Fertilização In Vitro (FIV).

A tecnologia responde a um desafio crescente da pecuária moderna. O uso repetitivo dos mesmos touros de destaque pode aumentar a consanguinidade e provocar perdas de fertilidade, queda na produção de leite, menor longevidade das vacas, maior incidência de doenças e o surgimento de defeitos genéticos. Por isso, a Embrapa recomenda manter o coeficiente de consanguinidade abaixo de 6,25%, reduzindo riscos produtivos e econômicos.

🔧 Orientação prática: Se você trabalha com inseminação artificial, FIV ou seleção de matrizes no Gir Leiteiro, vale acompanhar ferramentas de acasalamento dirigidas por dados. Controlar a consanguinidade antes da reprodução é muito mais econômico do que corrigir problemas genéticos depois que eles aparecem no rebanho.

Fonte: Embrapa.

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