Política Agrícola

Tarifa dos EUA coloca agro brasileiro em alerta

Por outro lado, também existe dependência dos Estados Unidos em relação a alguns produtos brasileiros.

Redação Agriconline
Equipe editorial
3 min de leitura
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A próxima semana será decisiva para parte das exportações brasileiras aos Estados Unidos. No dia 15 de julho, o governo norte-americano deve anunciar se aplicará uma tarifa adicional de 25% sobre diversos produtos brasileiros, após concluir uma investigação comercial conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR). A medida pode afetar diferentes cadeias do agronegócio, embora alguns produtos já tenham sido excluídos da lista preliminar.

A discussão acontece em um momento delicado. Enquanto o presidente Donald Trump prometeu aos agricultores americanos reduzir custos com fertilizantes, energia e ampliar a competitividade do setor, o aumento das tarifas sobre produtos importados pode elevar custos para a própria indústria e consumidores dos Estados Unidos.

Nos dias 6 e 7 de julho, cerca de 40 entidades brasileiras e norte-americanas participaram da audiência pública que antecede a decisão final. Entre elas estavam a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o Conselho dos Exportadores de Café (Cecafé) e a União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica), além de representantes da indústria nacional.

Embora os Estados Unidos representem cerca de 6,7% das exportações do agronegócio brasileiro, alguns segmentos dependem fortemente desse mercado. É o caso do sebo bovino, da madeira de coníferas, da tilápia e do mel, cujas vendas externas têm grande concentração no mercado americano.

Por outro lado, também existe dependência dos Estados Unidos em relação a alguns produtos brasileiros. Em itens como celulose, suco de laranja, café verde, carne bovina, frutas tropicais e castanhas, o abastecimento americano depende, em diferentes graus, da produção brasileira. Por isso, parte desses produtos acabou ficando fora da proposta inicial de sobretaxa, já que um aumento nos custos poderia atingir diretamente empresas e consumidores norte-americanos.

Nem todos, porém, foram beneficiados. O café solúvel, por exemplo, permaneceu na lista de produtos sujeitos à tarifa adicional de 25%, caso a medida seja confirmada.

O que isso significa para o produtor?

Para quem produz commodities voltadas ao mercado americano, a próxima semana pode trazer mudanças importantes na competitividade das exportações. Setores mais dependentes desse destino poderão enfrentar redução da demanda ou necessidade de buscar novos mercados, enquanto cadeias com maior poder de negociação tendem a sofrer impactos menores.

🔧 Orientação prática: Se sua produção possui forte participação nas exportações para os Estados Unidos, acompanhe atentamente a decisão prevista para 15 de julho. Mudanças tarifárias podem alterar preços, contratos e estratégias comerciais ao longo do segundo semestre de 2026.

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