Pecuária

Mosca-da-bicheira avança nos EUA e preocupa pecuária

Enquanto autoridades discutem a origem do problema, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) adotou medidas para conter a disseminação.

Daniel Vilar
Especialista
3 min de leitura
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A mosca-da-bicheira do Novo Mundo voltou a preocupar a pecuária dos Estados Unidos. O parasita já foi identificado em mais de 30 animais no Texas, marcando os primeiros casos em bovinos no país em cerca de 50 anos. Apesar do avanço da praga, especialistas ainda não sabem exatamente como ela entrou no território americano.

As larvas da mosca se desenvolvem em feridas de animais de sangue quente, alimentando-se do tecido vivo e causando lesões graves que podem levar à morte se não forem tratadas. Até o momento, os casos foram registrados principalmente em bovinos jovens, além de ovelhas, cabras e um cão no Novo México, levantando a suspeita de que a infestação possa estar mais disseminada do que se imaginava.

Especialistas apontam diferentes hipóteses para a chegada da praga aos EUA. Entre elas estão o transporte ilegal de animais infectados, a movimentação de animais silvestres ou até a migração natural da mosca a partir do México, onde os casos aumentaram desde 2024. No entanto, nenhuma dessas possibilidades foi confirmada.

Enquanto autoridades discutem a origem do problema, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) adotou medidas para conter a disseminação. Entre elas estão quarentenas em áreas do Texas, restrições ao transporte de animais, monitoramento da fronteira com drones e inteligência artificial e a ampliação da produção de moscas estéreis, técnica utilizada há décadas para interromper o ciclo reprodutivo da praga.

Pesquisadores também relacionam o ressurgimento da mosca na América Central e no México à redução das ações de vigilância durante a pandemia de Covid-19, ao transporte ilegal de gado entre países e às condições climáticas mais favoráveis ao desenvolvimento do inseto.

Embora a situação esteja concentrada nos Estados Unidos e no México, o avanço da mosca-da-bicheira reforça a importância da vigilância sanitária em toda a cadeia pecuária. A rápida identificação de casos e o controle do trânsito de animais são considerados fundamentais para evitar que o parasita alcance novas regiões.

🔧 Orientação: Se você trabalha com bovinos, ovinos, caprinos ou equinos, mantenha atenção especial às feridas nos animais e comunique imediatamente qualquer suspeita aos serviços oficiais de defesa sanitária. O diagnóstico precoce é uma das principais ferramentas para impedir a disseminação da mosca-da-bicheira.

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