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Chuvas param moagem e preços do etanol sobem em SP

Precipitações suspenderam o trabalho no campo, limitaram a oferta e deixaram agentes preocupados com o volume de cana a processar até o fim da safra

Redação Agriconline
Equipe editorial
3 min de leitura
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Se você acompanha o mercado de etanol, já deve ter notado: os preços do anidro e do hidratado seguem em alta no estado de São Paulo. O motivo principal é o tempo.

Segundo o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), as chuvas nas regiões produtoras do Centro-Sul brasileiro suspenderam as atividades de campo. Sem colheita, a oferta de cana diminui — e isso limita a produção de etanol, mantendo as cotações em elevação.

O que as chuvas provocam

A chuva no campo não é apenas um contratempo. Ela paralisa a colheita da cana, atrasa o transporte e reduz o ritmo de processamento nas usinas.

Com menos cana entrando, menos etanol é produzido. Quando a oferta cai e a demanda continua firme, os preços sobem. É o movimento que o Cepea registra no mercado paulista.

A preocupação que vem depois

O problema não é só o agora. Pesquisadores do Cepea destacam que a previsão de mais chuvas para os próximos dias preocupa os agentes do setor.

São duas inquietações principais. A primeira é quanto ao volume de cana-de-açúcar que ainda deve ser processado até o fim da moagem. Se as chuvas se prolongarem, parte da safra pode ficar comprometida ou ser processada fora do ponto ideal.

A segunda é quanto à quantidade de produto que estará em estoque nos próximos meses. Com as atividades paralisadas e atrasadas, o abastecimento futuro fica incerto — e isso pode manter os preços firmes por mais tempo.

Por que isso importa para você

Se você é produtor de cana, o momento pede atenção redobrada. Cada dia de chuva é um dia sem colheita, e o atraso se acumula ao longo da safra. Acompanhe o cronograma da usina e verifique se há mudanças nas programações de entrega.

Se você é produtor de etanol ou compra o combustível, saiba que a oferta restrita tende a manter os preços em alta no curto prazo. O cenário só deve mudar quando o tempo firmar e a moagem voltar ao ritmo normal.

Para quem usa etanol como combustível, a tendência é de preço mais alto na bomba enquanto a oferta estiver limitada.

O que fazer agora

O primeiro passo é acompanhar as previsões meteorológicas da sua região. Saber quando vem a próxima chuva ajuda a planejar a janela de colheita e transporte.

O segundo é verificar com a usina ou cooperativa como está o cronograma de recebimento. Se houver atraso, negocie prazos e programe suas entregas com base nas condições reais do campo.

O terceiro é ficar de olho nas cotações. Se você tem cana para entregar, avalie se vale antecipar o que for possível nas janelas secas, antes que novas chuvas cheguem.

Antes de programar a colheita, consulte os boletins do Cepea e as previsões do INMET ou do Climatempo para a sua região. Em semanas de chuva, colher cana com excesso de umidade pode prejudicar o rendimento industrial e a qualidade da matéria-prima. Se a janela seca abrir, priorize as áreas mais maduras. E fique atento aos estoques das usinas: quando a moagem atrasa, o etanol disponível no mercado fica mais restrito, e quem tem produto para entregar negocia em posição mais favorável.

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