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Arroz em casca atinge maior preço nominal desde abril de 2025

Oferta restrita e reposição de estoques sustentam alta; indústrias têm dificuldade de repassar custos.

Redação Agriconline
Equipe editorial
3 min de leitura
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Os preços do arroz em casca seguiram em recuperação no Rio Grande do Sul ao longo de agosto, sustentados pela oferta restrita e pela necessidade de reposição de estoques por parte das indústrias. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a média mensal do Indicador CEPEA/IRGA-RS atingiu o maior patamar, em termos nominais, desde abril de 2025.

De acordo com pesquisadores do Cepea, as indústrias enfrentaram dificuldades para adquirir os volumes necessários à composição dos estoques, diante da retração dos fornecedores. Com isso, compradores reajustaram suas ofertas em diferentes momentos e, em algumas negociações, buscaram condições alternativas, como o alongamento dos prazos de pagamento, para viabilizar novos negócios. Os produtores, por sua vez, permaneceram firmes nas pedidas, sustentados pela expectativa de continuidade da valorização.

Divergência entre compradores e vendedores

Com o avanço das cotações, contudo, aumentou a resistência de parte das indústrias em atender aos valores pretendidos pelos produtores. Segundo o Cepea, agentes relataram dificuldade em repassar ao arroz beneficiado os reajustes observados na matéria-prima, o que reduziu o espaço para novas altas nas ofertas de compra. A divergência entre as expectativas de compradores e vendedores limitou as negociações em diferentes momentos do mês.

Demanda internacional dá novo suporte

Ainda de acordo com o Centro de Pesquisas, nos últimos dias do mês foi registrado aumento da disponibilidade de arroz em casca em parte das regiões acompanhadas, o que permitiu, inclusive, a negociação de lotes maiores. A maior oferta, porém, não resultou em recuo das cotações. Além da firmeza dos produtores, a demanda internacional ganhou relevância, sobretudo nas regiões próximas ao Porto de Rio Grande. O interesse externo levou compradores a elevar os valores propostos em determinados lotes e deu novo suporte aos preços.

Exemplo prático para o produtor

Se você ainda tem arroz para vender, o momento é favorável, com preços em patamares elevados e demanda firme, tanto do mercado interno quanto do internacional. No entanto, a resistência das indústrias em repassar os custos ao arroz beneficiado pode limitar novas altas no curto prazo. Avalie o custo de armazenar o produto e as perspectivas de continuidade da valorização antes de decidir quando vender.

Para as indústrias, o desafio é equilibrar a necessidade de recompor estoques com a margem apertada no arroz beneficiado. O alongamento de prazos de pagamento tem sido uma alternativa para viabilizar negócios.

🔧 Orientações para o produtor:

1. Acompanhe as cotações diárias: os preços estão em alta, mas a volatilidade é grande. Mantenha-se informado para tomar decisões no momento certo.

2. Negocie com planejamento: se for vender, negocie lotes menores e escalone as vendas para aproveitar as altas. Considere prazos de pagamento mais alongados como forma de melhorar as condições comerciais.

3. Avalie o custo de armazenagem: se você tem estrutura para guardar o arroz, pode esperar por preços melhores. Mas considere os custos de armazenagem e os riscos de perdas.

4. Monitore a demanda internacional: o interesse externo, especialmente via Porto de Rio Grande, tem sido um suporte importante para os preços. Fique de olho nas cotações internacionais e nas perspectivas de exportação.

5. Fique atento à qualidade do produto: a qualidade do arroz armazenado é essencial para garantir bons preços. Invista em boas práticas de armazenagem.

O mercado do arroz está aquecido, com preços em alta e demanda firme. O produtor que planejar bem suas vendas e estiver atento às oportunidades pode aproveitar o momento favorável e maximizar os ganhos.

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