Pesquisa usa IA para acelerar controle biológico
Um estudo da USP desenvolveu um sistema que utiliza inteligência artificial para identificar vespas que atuam no controle biológico de pragas agrícolas.
Uma nova pesquisa brasileira sobre ia pode mudar a forma como o controle de pragas é feito no campo. Um estudo da USP desenvolveu um sistema que utiliza inteligência artificial para identificar vespas que atuam no controle biológico de pragas agrícolas.
A tecnologia combina visão computacional com deep learning (aprendizado profundo), permitindo que o sistema reconheça automaticamente diferentes tipos de vespas parasitoides — insetos que atacam pragas agrícolas. O modelo foi treinado com mais de 3.500 imagens em alta resolução e conseguiu identificar esses insetos com alta precisão, principalmente dentro da família Ichneumonidae.
Esse avanço tem impacto direto na chamada Taxonomia, que hoje depende de especialistas altamente qualificados e de análises manuais demoradas. Com a automação, o tempo de identificação pode cair drasticamente, tornando o processo mais rápido e acessível.
Na prática, isso ajuda a acelerar o uso de inimigos naturais no controle de pragas. As vespas parasitoides, por exemplo, colocam seus ovos em outros insetos considerados pragas. Ao se desenvolverem, eliminam esses organismos, funcionando como um controle natural dentro da lavoura.
Outro ponto relevante é o tamanho do desafio. Estima-se que cerca de 80% das espécies de insetos ainda não são conhecidas pela ciência. Isso dificulta o uso estratégico desses organismos na agricultura. Com ferramentas automatizadas, esse “mapa” pode evoluir mais rápido.
Se você produz culturas como café, cana-de-açúcar ou hortaliças, pode se beneficiar diretamente no futuro. Com identificação mais rápida dos insetos presentes na área, técnicos poderão recomendar com mais precisão o uso de controle biológico, reduzindo a necessidade de inseticidas.
Isso significa menor custo com defensivos e menor impacto ambiental, além de mais equilíbrio no sistema produtivo.
Orientação:
Fique atento ao avanço dos bioinsumos e tecnologias de monitoramento. O uso de controle biológico tende a crescer, e quem começar a entender e testar essas soluções antes pode sair na frente em eficiência e sustentabilidade.
Fonte: USP / Jornal da USP