Principais Características que Boas Variedades de Mandioca de Mesa e de Indústria Devem Apresentar
O primeiro passo da seleção das variedades de mandioca a serem cultivadas é a definição do mercado a ser atendido, ou seja, se será dada ênfase à produção de mandioca de mesa (consumo in natura) ou para a indústria (farinha, fécula e glicose, entre outras).
Essa escolha deve levar em consideração as oportunidades de mercado da região escolhida para o cultivo.
Nesse sentido, boas variedades de mandioca de mesa ou de indústria devem apresentar o maior número possível dos caracteres abaixo:
- elevada produtividade de raízes;
- elevada resistência às principais pragas e doenças da região (evitar perdas);
- arquitetura favorável ao plantio mecanizado, consorciação, tratos culturais, colheita e aproveitamento de manivas-sementes (sem ramificação ou com primeira ramificação alta);
- raízes com pedúnculo (filamento que liga a raiz à maniva-semente plantada) curto, o que facilita a colheita e a separação das raízes tuberosas da manivasemente plantada, diminuindo perdas, maximizando a utilização da mão de obra e agilizando o trabalho;
- raízes lisas ou com poucas cintas (facilidade no descasque);
- raízes bem distribuídas, uniformes e com tamanho comercial (facilitam a colheita e a venda);
- rama com pequena distância entre os nós (aumento de rendimento de manivas-sementes);
- lenta deterioração pós-colheita (maior durabilidade das raízes);
- raízes com tendência horizontal (facilidade de colheita);
- elevada retenção foliar, relacionada à tolerância à seca e ao uso na alimentação animal;
- curto período entre o plantio e a colheita (precocidade);
- rápida brotação das manivas-sementes e crescimento inicial (vigor) relacionado à cobertura do solo e ao controle de ervas daninhas;
- facilidade na soltura do córtex (entrecasca) e da película (casca) da raiz.
Por sua vez, boas variedades de mesa, além dos caracteres citados, devem apresentar também:
- baixo teor de ácido cianídrico (HCN) nas raízes (evitar intoxicação);
- cor da película da raiz marrom (relacionado a maior conservação pós-colheita);
- raízes com sabor apreciado pelos consumidores;
- raízes com pequeno tempo para o cozimento;
- raízes com poucas fibras;
- raízes com cor da polpa amarela ou vermelha, relacionada à qualidade nutricional provitamina A e licopeno, respectivamente;
- raízes uniformes e com tamanho comercial;
- boa qualidade da massa cozida (não encaroçada, plástica, e não pegajosa).
Entretanto, boas variedades de indústria, além dos caracteres gerais citados, devem aliar:
- raízes com cor da película branca (facilidade de descasque) quando o objetivo for a produção de farinha;
- raízes com elevado teor de amido (maior rendimento de farinha e fécula);
- tolerância à poda quando o objetivo for a colheita com dois ciclos.
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Fonte
FIALHO, Josefino de Freitas; VIEIRA, Eduardo Alano. Mandioca no Cerrado: Orientações Técnicas. 1ª ed. Planaltina - DF: Embrapa, 2011.