Pecuária

Preço dos adubos vão subir ainda mais

Daniel Vilar
Especialista
2 min de leitura
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Analista da Scot Consultoria sugere aos agricultores anteciparem as compras, evitando as altas previstas para os próximos meses.

O preço da ureia agrícola subiu 7,4% no acumulado desde janeiro último e o insumo está custando 13,2% a mais na comparação com maio de 2017, de acordo com dados da Scot Consultoria. Para os adubos potássicos e fosfatados as altas anuais foram de 5,5% e 8%, respectivamente.

Com exceção de maio, todos os meses registraram crescimento na entrega de adubos. Rafael Ribeiro, colaborador da Scot, explica que

“este resultado, somado às valorizações do dólar em relação à moeda brasileira, motiva a alta esperada para esses insumos nos próximos meses”. As cotações estão firmes desde o começo do ano no país, de acordo com a Scot.

A expectativa é de aumento da demanda por fertilizantes daqui para frente, considerando as compras para o plantio da safra brasileira 2018/2019. “As recentes valorizações da soja e do milho e o bom desempenho do setor sucroalcooleiro deverão impulsionar a demanda na temporada que tão logo se inicia”, diz o analista.

Segundo Ribeiro, é preciso considerar também a produção nacional deste ano, que, conforme dados divulgados pela Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda), diminuiu 5,3% nos cinco primeiros meses frente o mesmo período de 2017. “O que aumenta a necessidade de importação para atender a demanda interna”.

No caso dos fertilizantes potássicos, as importações representam mais de 90% do volume total consumido no país, enquanto as importações de nitrogenados e fosfatados variam entre 50% e 60% da demanda nacional.

Além disso tudo, o cenário de preços mais firmes dos adubos no mercado internacional, com oferta mais ajustada, a alta da cotação do petróleo e as especulações acerca da continuidade da produção de fertilizantes nitrogenados nas fábricas da Petrobras na Bahia e Sergipe são fatores que “ajudam” na sustentação das cotações dos adubos no mercado brasileiro.

Ribeiro sugere ao agricultor “antecipar as compras, buscando fugir deste cenário de maior movimentação e possibilidade de alta de preços nos próximos meses”. Outro ponto de atenção é a questão logística, pensando na entrega dos adubos e atrasos verificados normalmente para quem deixa para a última hora.

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