Ovos: exportação bate recorde em agosto
Mesmo com queda frente a julho, volume embarcado é o maior para o mês em quase 30 anos; Chile compra mais da metade
Se você trabalha com avicultura de postura, tem motivo para prestar atenção no mercado externo. Mesmo com uma queda nas exportações de julho para agosto, o Brasil bateu um recorde histórico para o mês.
Segundo dados da Secex (Secretaria de Comércio Exterior), compilados e analisados pelo Cepea, os embarques brasileiros de ovos — incluindo produtos in natura e processados — totalizaram 2,32 mil toneladas em agosto de 2026. É o maior volume já registrado para um mês de agosto desde o início da série histórica, em 1997.
Queda frente a julho, mas alta na comparação anual
Na comparação com julho, as exportações recuaram 13%. Mas quando olhamos para agosto de 2025, o cenário é positivo: houve um avanço de 9%. E tem um detalhe importante: esse foi o primeiro crescimento na comparação anual desde fevereiro deste ano. Ou seja, o mercado externo voltou a dar sinais de recuperação.
Chile segue como principal comprador
O Chile continua sendo o maior destino da proteína brasileira. Em agosto, o país recebeu 1,21 mil toneladas de ovos in natura e processados. Isso representa 52,3% de tudo que o Brasil exportou no mês — mais da metade.
Houve uma leve queda de 4% frente a julho, mas nada que mude a posição do Chile como parceiro número um do Brasil nesse mercado.
Por que isso importa para você
Se você produz ovos, sabe que o mercado interno é o principal destino da produção. Mas as exportações funcionam como uma válvula de escape: quando o mercado lá fora compra mais, sobra menos produto aqui dentro, o que ajuda a sustentar os preços.
O crescimento de 9% na comparação anual, depois de meses de queda, pode indicar que a demanda externa está se aquecendo novamente. E o recorde histórico para um mês de agosto mostra que o Brasil tem espaço para crescer nesse mercado.
O que você pode fazer agora
Fique de olho nos boletins do Cepea e da Secex para acompanhar o ritmo das exportações nos próximos meses. Se a tendência de alta se confirmar, o mercado interno pode sentir o efeito positivo nos preços.
Se você trabalha com cooperativas ou associações, vale conversar sobre a possibilidade de acessar mercados externos, especialmente o Chile, que já é um comprador consolidado. E lembre-se: qualidade e sanidade são exigências cada vez mais rígidas para quem quer exportar.
Acompanhe mensalmente os dados de exportação de ovos no site da Secex ou nos boletins do Cepea. Anote o volume embarcado e compare com os meses anteriores. Se a tendência de alta continuar, avalie com sua cooperativa ou comprador se há oportunidade de ampliar a produção ou melhorar a classificação dos ovos para atender o mercado externo. Ter essa visão de mercado ajuda você a planejar melhor a produção e negociar preços com mais segurança.