Mosca parasita avança e preocupa pecuária
A mosca-da-bicheira já foi erradicada dos Estados Unidos décadas atrás por meio da técnica do inseto estéril, considerada um dos maiores programas de controle sanitário da pecuária mundial.
A aproximação da mosca-da-bicheira-do-Novo-Mundo da fronteira dos Estados Unidos voltou a acender o alerta na pecuária das Américas. O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) confirmou um novo caso da praga no estado de Coahuila, no México, a apenas 40 quilômetros da fronteira norte-americana.
O caso mais recente foi identificado em uma cabra de cinco anos e representa o registro mais próximo da fronteira dos Estados Unidos desde o início do atual surto. Dias antes, outro foco já havia sido detectado em uma ovelha a cerca de 50 quilômetros da mesma região.
A preocupação é grande porque a mosca-da-bicheira é considerada uma das pragas mais destrutivas da pecuária. Diferentemente de outras moscas, suas larvas se alimentam de tecidos vivos de animais de sangue quente. As fêmeas depositam os ovos em feridas ou lesões, e as larvas penetram na carne, causando infecções severas que podem levar à morte do animal quando não há tratamento adequado.
Segundo autoridades americanas, a chegada da praga ao território dos Estados Unidos poderia gerar impactos econômicos bilionários. Estimativas apontam prejuízos de até US$ 1,8 bilhão apenas no estado do Texas, um dos maiores polos pecuários do país.
Além das perdas diretas nos rebanhos, especialistas alertam para possíveis reflexos na oferta de carne bovina. Caso a infestação avance, medidas sanitárias mais rigorosas poderão ser adotadas, afetando a movimentação de animais e aumentando os custos de produção.
A mosca-da-bicheira já foi erradicada dos Estados Unidos décadas atrás por meio da técnica do inseto estéril, considerada um dos maiores programas de controle sanitário da pecuária mundial. No entanto, o avanço recente da praga pela América Central e pelo México reacendeu as preocupações das autoridades sanitárias.
Embora o foco atual esteja concentrado no México, o episódio serve como alerta para todos os países produtores de bovinos das Américas. A vigilância sanitária permanente é considerada a principal ferramenta para impedir a disseminação da praga e minimizar riscos ao setor pecuário.
Na prática, a identificação precoce de feridas infestadas é fundamental para evitar a multiplicação das larvas e reduzir os danos aos animais. O monitoramento constante dos rebanhos torna-se ainda mais importante em períodos de maior incidência de moscas e em propriedades com manejo extensivo.
🔧 Orientação prática: Se você trabalha com bovinos, ovinos, caprinos ou equinos, mantenha atenção redobrada à ocorrência de feridas nos animais. A inspeção frequente do rebanho e o tratamento rápido de lesões são medidas simples que ajudam a reduzir riscos sanitários e evitar prejuízos produtivos.