Pecuária

Efeito do clima e do solo na produção da cultura do café

Daniel Vilar
Especialista
3 min de leitura
Efeito do clima e do solo na produção da cultura do café
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Plantação de café. Foto: José Gomercindo / AENotícias

Analisando os parâmetros do clima tais como a temperatura, a luminosidade e a precipitação total, determina-se a aptidão climática da região para a planta e a melhor época e forma de plantio e colheita.
Os períodos secos são importantes para o crescimento da raiz, para à maturação dos ramos formados na estação chuvosa precedente, para diferenciação floral e maturação dos frutos. Por outro lado, chuvas ao longo de todo o ano não permitem que o cafeeiro experimente um período de descanso durante o seu desenvolvimento.

O vento, não importa se quente ou frio, prejudica o cafeeiro pela ação mecânica, dilacerando folhas e ferindo os ramos mais tenros, criando assim, portas de entrada para moléstias. O cafeeiro não tolera variações de temperatura muito amplas, sendo que as médias abaixo de 16 e acima de 24 graus são adequadas. O ótimo está compreendido entre 19 e 21 graus .

O cafeeiro é muito maleável quanto á pluviosidade:
cresce e produz bem tanto nas montanhas do Quênia onde chove apenas 800mm , como na Costa Rica e Índia onde a precipitação é maior do que 2000mm anuais. Há indicações de que o cafeeiro pode suportar bem deficiências hídricas, desde que ela não se estenda até a fase da floração.

Solos
No passado, quando imperava um sistema de manejo mais empírico, o mais importante a ser considerado na escolha do solo era sua fertilidade natural. Por esta razão, a maioria das lavouras cafeeiras da zona da mata e do sul de Minas, norte de São Paulo, Estado do Rio de Janeiro e Espirito Santo, estava localizada em solos polarizados, geralmente os mais férteis da paisagem. Não são, entretanto, muito adequados para mecanização.

A necessidade de expansão da fronteira agrícola, a carência de mão-de-obra e o avanço da tecnologia de adubos, levaram a cafeicultura para solos mais pobres em termos de fertilidade natural: os latossolos, mas de excelentes condições físicas e topográficas.

Assim surgiram os novos cafezais das regiões do triângulo mineiro, alto Paranaíba e sul de minas, em sua grande maioria estabelecidos sobre latassolos.

Estes solos, a não ser em casos especiais, em que ocorre adensamento ou captação de camadas inferiores, não apresentam nenhum problema de arejamento, em virtude, sobretudo, de sua estrutura granular e de sua grande friabilidade. São bastante resistentes à erosão, a não ser nos casos do latossolo roxo, que exibe cuidados simples de conservação. Em síntese, não apresentam praticamente nenhum impedimento à mecanização intensiva.

Profundidade dos solos
A profundidade efetiva do solo para o cafeeiro está ao redor de 120cm desde que tenha textura média argilosa, não tenha mais de 15% de pedras e cascalhos e possua granular ou subgranular média com média a boa estabilidade em águas dos agregados.
Textura dos solos
A quantidade e o tamanho das partículas presentes na massa do solo definem a sua textura que é uma característica estável.

A textura influi na:
a) velocidade de desgaste das ferramentas;
b) maior ou menor facilidade de preparação do solo;
c) capacidade de reter água e de cede-lá às plantas;
d) resistência à erosão etc,;

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