Conheça a Pinta-preta do Tomateiro
1. Introdução
O agente causador (Alternaria solam) se espalha por esporos conduzidos pelo vento e é transmitido pela semente. A doença ocorre com frequência em todos os lugares onde o tomateiro é cultivado, provocando perdas elevadas quando medidas de controle não são conduzidas de forma adequada.
Não existem variedades resistentes à doença. As plantas em cultivo protegido. sob irrigação por gotejamento, normalmente são menos atacadas. porque ficam menos expostas à ação do patógeno - não há molhamento foliar, condição necessária para haver a infecção.
A pinta-preta é favorecida por temperatura e umidade altas, sendo, portanto, mais severa durante o verão chuvoso. Pode aparecer também no inverno e em períodos quentes acompanhados de umidade relativa do ar elevada, o que acontece com frequência quando se irriga em excesso.

2. Sintomas
A doença pode se manifestar a partir de inóculo presente no solo ou de semente infestada. Lesões escuras surgem na base do caule (cancro-da-haste) e podem resultar na morte de plantas jovens (Figura A).

O sintoma mais comum são manchas circulares de cor marrom-escura (pinta preta) nas folhas mais velhas, delimitadas ou não por um halo amarelado. À medida que as lesões crescem, formam-se anéis concêntricos na área necrótica (Figura B) característicos desta doença.

Ataques severos resultam em secagem das folhas mais velhas (Figura C), pela coalescência das lesões, que pode expor os frutos à queima pelo sol. A não ser em condições muito favoráveis à doença, a pinta-preta não ataca folhas novas.

Os frutos infectados, principalmente quando maduros e na região peduncula, adquirem podridão escura, conhecida como mofo-preto (Figura D).

No caule, aparecem manchas marrons arredondadas ou alongadas, muitas vezes com os anéis concêntricos bem visíveis (Figura E).

3. Controle
• Plantar sementes de boa qualidade e, sempre que possível, devidamente tratadas.
• Certificar-se de que as mudas para plantio estejam em bom estado fitossanitário.
• Evitar plantios em áreas de baixadas ou em áreas sujeitas à formação excessiva de orvalho e à alta umidade.
• Evitar plantios sucessivos e próximos a lavouras velhas, que são fontes de inóculo para lavouras novas.
• Fazer rotação de culturas, eliminando plantas voluntárias e plantas daninhas da família Solanaceae.
• Manter as plantas bem adubadas, principalmente com nitrogênio, até o final do ciclo.
• Não irrigar de forma excessiva ou muito frequente.
• Aplicar fungicidas preventivamente.
• Queimar ou enterrar os restos de plantas logo após a colheita.
Se você tem interesse em saber mais sobre a Cultura do Tomate, te convido a conhecer a plataforma da AgricOnline. Ao fazer a sua assinatura, você tem acesso ilimitado a todos os cursos da plataforma. São cursos que vão desde produção vegetal, produção animal, mercado e carreira.
Ao término de cada curso, você tem direito ao certificado com a carga horária de cada curso, clique no link para conhecer.

Ou clique no link:
https://go.agriconline.com.br/pass/?sck=portal
Fonte
LOPES, Carlos Alberto; DE ÁVILA, Antônio Carlos. Doenças do Tomateiro. 2ª ed. Brasília – DF: EMBRAPA HORTALIÇAS, 2005.