Pecuária

Conheça a Pinta-preta do Tomateiro

Daniel Vilar
Especialista
3 min de leitura
Conheça a Pinta-preta do Tomateiro
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1. Introdução

O agente causador (Alternaria solam) se espalha por esporos conduzidos pelo vento e é transmitido pela semente. A doença ocorre com frequência em todos os lugares onde o tomateiro é cultivado, provocando perdas elevadas quando medidas de controle não são conduzidas de forma adequada.

Não existem variedades resistentes à doença. As plantas em cultivo protegido. sob irrigação por gotejamento, normalmente são menos atacadas. porque ficam menos expostas à ação do patógeno - não há molhamento foliar, condição necessária para haver a infecção.

A pinta-preta é favorecida por temperatura e umidade altas, sendo, portanto, mais severa durante o verão chuvoso. Pode aparecer também no inverno e em períodos quentes acompanhados de umidade relativa do ar elevada, o que acontece com frequência quando se irriga em excesso.

2. Sintomas

A doença pode se manifestar a partir de inóculo presente no solo ou de semente infestada. Lesões escuras surgem na base do caule (cancro-da-haste) e podem resultar na morte de plantas jovens (Figura A).

O sintoma mais comum são manchas circulares de cor marrom-escura (pinta preta) nas folhas mais velhas, delimitadas ou não por um halo amarelado. À medida que as lesões crescem, formam-se anéis concêntricos na área necrótica (Figura B) característicos desta doença.

Ataques severos resultam em secagem das folhas mais velhas (Figura C), pela coalescência das lesões, que pode expor os frutos à queima pelo sol. A não ser em condições muito favoráveis à doença, a pinta-preta não ataca folhas novas.

Os frutos infectados, principalmente quando maduros e na região peduncula, adquirem podridão escura, conhecida como mofo-preto (Figura D).

No caule, aparecem manchas marrons arredondadas ou alongadas, muitas vezes com os anéis concêntricos bem visíveis (Figura E).

3. Controle

• Plantar sementes de boa qualidade e, sempre que possível, devidamente tratadas.

• Certificar-se de que as mudas para plantio estejam em bom estado fitossanitário.

• Evitar plantios em áreas de baixadas ou em áreas sujeitas à formação excessiva de orvalho e à alta umidade.

• Evitar plantios sucessivos e próximos a lavouras velhas, que são fontes de inóculo para lavouras novas.

• Fazer rotação de culturas, eliminando plantas voluntárias e plantas daninhas da família Solanaceae.

• Manter as plantas bem adubadas, principalmente com nitrogênio, até o final do ciclo.

• Não irrigar de forma excessiva ou muito frequente.

• Aplicar fungicidas preventivamente.

• Queimar ou enterrar os restos de plantas logo após a colheita.

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Fonte

LOPES, Carlos Alberto; DE ÁVILA, Antônio Carlos. Doenças do Tomateiro. 2ª ed. Brasília – DF: EMBRAPA HORTALIÇAS, 2005.

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