Pecuária

Conheça a Pimenta-do-Reino

Daniel Scotá
Especialista
5 min de leitura
Conheça a Pimenta-do-Reino
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Você conhece a Pimenta do Reino?

pimenta preta (Piper nigrum) no Brasil é conhecida como pimenta do reino.

O grão foi introduzido no Brasil, por imigrantes japoneses, na década de 1930.

Era chamado de pimenta de Portugal durante o período colonial.

Depois da colonização no Brasil passou a se chamar pimenta do reino, pois vinha do ‘reino’ de Portugal.

A pimenta-do-reino é uma planta trepadeira.

Você precisa instalar estacas nas áreas de cultivo para a sustentação dos pés de pimenta.

Como um pé de pimenta vive de 15 a 20 anos, as madeiras precisam ser de qualidade.

Embora as cultivares de pimenta-do-reino não apresentarem resistência à doenças, é importante diversificar no campo para evitar a uniformidade genética.

Conheça as cultivares de pimenta-do-reino:

Foto: Espiga da cultivar Apra.

Apra: Apresenta folhas largas com 8,88 cm de largura e comprimento médio de 13,8 cm, espigas longas com comprimento médio de 12 cm, contendo várias fileiras de frutos graúdos (0,53 cm de diâmetro). No terceiro ano, quando cultivada a pleno sol, a planta apresenta forma cilíndrica, com ramos de crescimento contendo raízes adventícias bem desenvolvidas que saem da região dos nós. Os brotos jovens apresentam coloração violeta. As inflorescências apresentam floretas 100% hermafroditas.

Foto: Espiga da cultivar Bragantina.

Bragantina: conhecida também como Panniyur, denominação da cultivar original na Índia, apresenta plantas com folhas largas, em forma de coração, espigas muito longas, com comprimento médio de 14 cm, flores 100% hermafroditas, que favorecem o enchimento das espigas, frutos graúdos e coloração verde-clara dos brotos novos dos ramos de crescimento.

Foto: Espiga da cultivar Cingapura

Cingapura: após 3 anos, apresenta plantas com formato cilíndrico, folhas pequenas e estreitas, espigas curtas, comprimento médio de 7 cm, frutos de tamanho médio. Nos dois primeiros anos, apresenta bom desenvolvimento de ramos de crescimento, que se caracterizam por apresentar brotações de cor roxa.

Foto: Espiga da cultivar Guajarina.

Guajarina: É conhecida na Índia como cultivar Arkulam Munda. As plantas adultas apresentam formato cilíndrico, folhas alongadas e de tamanho médio, espigas longas, comprimento médio de 12 cm, com 90% de flores hermafroditas, bom enchimento de frutos nas espigas, frutos esféricos e graúdos. Nos ramos ortotrópicos, apresenta broto de coloração violeta.

Foto: Espiga da cultivar Iaçará.

Iaçará: Aos 3 anos após o plantio, as plantas bem formadas apresentam formato cilíndrico. As brotações dos ramos ortotrópicos são de tonalidade violeta. As folhas são estreitas, de tamanho médio. As flores são hermafroditas em sua maioria. As espigas apresentam comprimento médio de 9 cm, repletas de frutos quando cultivada em condições ambientais favoráveis. Apresenta casca dos frutos espessa.

Foto: Espiga da cultivar Kottanadan.

Kottanadan: Aos 3 anos de idade, em cultivo a pleno sol, apresenta formato cilíndrico e ramos ortotrópicos vigorosos, emitindo raízes de sustentação bem desenvolvidas. As plantas adultas, após sofrerem podas nos ramos ortotrópicos, demoram a lançar novas brotações. As brotações apresentam tonalidade violeta. As folhas são largas, de tamanho médio. As espigas apresentam comprimento médio de 13 cm, com boa formação de frutos e enchimento de espiga. Os frutos apresentam-se em forma esférica de tamanho médio.

Foto: Espiga da cultivar Kuthiravally.

Kuthiravally: Apresenta folhas largas e compridas, espigas longas, com comprimento médio de 12 cm e extremidade recurvada repleta de frutos graúdos (0,49 mm de diâmetro). Em cultivo a pleno sol, a partir do terceiro ano, a planta apresenta arquitetura em formato cilíndrico, com ramos de crescimento contendo raízes adventícias bem desenvolvidas saindo da região dos nós. Os brotos dos ramos de crescimento são de coloração violeta.

A planta começa a produzir no segundo ano após o plantio.

Mas a produção se torna viável a partir de três anos.

No terceiro ano, a produção chega a três quilos por pé. Já no quarto ano, ela aumenta, chega a cinco quilos por planta.

A colheita é realizada de seis em seis meses. A segunda safra do ano se inicia em julho (ou após a colheita do café conilon).

O estágio de maturação das espigas (ou cachos) na hora da colheita e o processo de secagem determinam a cor da pimenta.

A pimenta branca, por exemplo, é colhida mais madura e tem um processo de secagem mais trabalhoso, com ela você agrega maior valor ao produto.

Os preços da pimenta-do-reino costumam variar de acordo com a oferta e demanda internacional.

Hoje, no dia que estou te escrevendo este texto, conversei com um amigo corretor que me disse que me pagaria R$18 no quilo de pimenta do reino.

Quanto à rentabilidade da cultura

Podemos estimá-la utilizando a produtividade média do Brasil (2.230 kg por hectare) e o preço médio (R$ 10,00 por quilo) da pimenta-do-reino preta seca.

Resultaria em valores brutos próximos a R$ 22.300,00 por hectare.

O problema é que...

Não há muito conhecimento técnico difundido sobre a cultura em nosso país.

Por isso convidamos a engenheira Agronoma Ranieli para ministrar um curso completo sobre a cultura.

Ela é especialista em pimenta-do-reino, trabalhando com assistência técnica para grandes produtores da região sudeste.

Caso queira participar e ampliar seus conhecimentos técnicos nessa cultura que é promissora de resultados do Agro, basta clicar no botão abaixo.

No mais, nos vemos em breve!

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