Pecuária

Confinamento deve bater novo recorde em 2026

Os números mostram que o confinamento está cada vez mais consolidado como uma ferramenta estratégica dentro da pecuária de corte nacional.

Redação Agriconline
Equipe editorial
5 min de leitura
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A pecuária intensiva brasileira segue em expansão e deve atingir um novo recorde em 2026. Dados preliminares do Censo de Confinamento, apresentados pela dsm-firmenich, indicam que o Brasil poderá fechar o ano com aproximadamente 9,78 milhões de cabeças confinadas, crescimento de 5,7% em relação às 9,25 milhões registradas em 2025.

Os números mostram que o confinamento está cada vez mais consolidado como uma ferramenta estratégica dentro da pecuária de corte nacional. Mais do que aumentar a produção, o setor vem investindo em gestão, tecnologia e monitoramento de indicadores para melhorar a eficiência e a rentabilidade das operações.

Entre os estados com maior volume de animais confinados estão Mato Grosso, com estimativa de 2,4 milhões de cabeças, seguido por São Paulo e Goiás, ambos com cerca de 1,4 milhão. Mato Grosso do Sul e Minas Gerais completam a lista dos cinco maiores confinadores do país. Juntos, esses estados devem responder por mais de 70% de todo o confinamento brasileiro em 2026.

Além do crescimento do número de animais, o Tour de Confinamento 2025 revelou indicadores positivos de desempenho nas propriedades avaliadas. O levantamento mostrou ganho médio de 7,22 arrobas por animal durante um período médio de 98 dias de confinamento. O retorno sobre o investimento (ROI) alcançou média de 16,31%, podendo chegar a 26,8% em algumas operações.

Segundo os organizadores do estudo, os resultados reforçam que produtividade e rentabilidade caminham juntas quando o manejo nutricional e a gestão são bem executados.

Outro destaque foi o avanço da chamada pecuária de precisão. Atualmente, a plataforma FarmTell Beef monitora cerca de 1,4 milhão de animais distribuídos em 410 confinamentos localizados em 12 estados brasileiros. O sistema utiliza dados produtivos para auxiliar o pecuarista na tomada de decisões mais rápidas e assertivas.

Na prática, isso significa acompanhar indicadores de desempenho, consumo alimentar, ganho de peso e eficiência produtiva em tempo real, permitindo correções mais rápidas e maior controle dos custos da atividade.

O levantamento também aponta que a tecnologia deixou de ser apenas um diferencial e passou a ocupar papel estratégico dentro das fazendas. Ferramentas digitais, inteligência artificial e sistemas de gestão estão cada vez mais presentes na rotina dos confinamentos brasileiros.

Para especialistas do setor, a próxima etapa da pecuária nacional não será marcada apenas pelo aumento do rebanho confinado, mas pela capacidade de produzir mais carne utilizando melhor os recursos disponíveis, com foco em eficiência, sustentabilidade e rentabilidade.

🔧 Orientação: Se você trabalha com confinamento ou semiconfinamento, este é um bom momento para revisar indicadores como ganho médio diário, conversão alimentar e custo por arroba produzida. Em um cenário de margens cada vez mais apertadas, a gestão dos números da fazenda pode gerar resultados tão importantes quanto investimentos em estrutura ou expansão do rebanho.

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