Como Recuperar Pastagens Degradadas
Existem diferentes opções para reverter o processo de degradação das pastagens, isto é, transformar pastos pouco produtivos ou improdutivos em pastos produtivos.
Assim, de acordo com o nível e o tipo de degradação da pastagem e a capacidade de investimento e qualificação técnica do pecuarista, as opções são apresentadas a seguir.
Recuperação direta
Recomposição da produtividade da pastagem e da cobertura do solo pelas forrageiras. É a forma mais simples e relativamente menos onerosa de recuperar um pasto.
Geralmente, consiste em controlar as plantas daninhas e ajustar a fertilidade do solo, por meio de adubação, com base em resultado de análise de solo.
Em certas situações, pode haver a necessidade de replantio das forrageiras, mas apenas nas áreas de solo descoberto, sem ser necessário o preparo do solo.
Na recuperação direta, pode não ser preciso interromper o uso da pastagem (retirar os animais do pasto), mas, quando isso é necessário, o período é relativamente curto (em torno de 30 dias).
Esse tipo de intervenção é recomendado para pastagens nos níveis um e dois de degradação.

Renovação
Formação de uma nova pastagem. Na renovação da pastagem, além da correção da fertilidade do solo, também é feito o replantio da forrageira com mudança ou não da espécie.
Nesse caso, há necessidade de preparo do solo. Dependendo da situação, a renovação pode ter um custo, em média, até três vezes maior do que o da recuperação direta.
Na renovação, o uso da área tem que ser interrompido por cerca de 90 dias, tempo necessário para formar a nova pastagem. Esse tipo de intervenção é recomendado para pastagens nos níveis três e quatro de degradação.
Recuperação/renovação indireta
Integração com lavoura ou floresta. Na recuperação/renovação indireta, a formação da pastagem é integrada com o plantio de lavoura (ILP), lavoura mais floresta (ILPF) ou apenas floresta (sistema silvipastoril), como forma de recuperar a fertilidade do solo, obter renda em curto prazo, ou diversificar a geração de renda.
Essa opção requer mais investimentos em curto prazo, porém, geralmente, tem maior potencial de retorno do capital investido.
Tem ainda a vantagem de agregar outras atividades e novas fontes de renda na mesma área. Antes de decidir-se por essa opção, é necessário escolher a cultura agrícola ou a espécie florestal mais adequada e avaliar o mercado para os produtos esperados.
Esta alternativa normalmente exige mecanização total da área, preparo do solo, correção da acidez e nutrientes e novas semeaduras.
Além disso, também requer maior qualificação técnica do produtor e maior emprego de mão de obra para implantação e manutenção desses sistemas.
A recuperação/renovação indireta pode ser, em média, cinco vezes mais cara do que a recuperação direta da pastagem.
Esse custo, entretanto, pode variar grandemente entre regiões e de acordo com a conjuntura econômica vigente.
A recuperação/renovação indireta é geralmente empregada para pastagens sob os níveis três e quatro de degradação.
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Fonte
DIAS-FILHO, Moacyr Bernardino. Degradação de Pastagens: O Que é e Como Evitar. 1ª ed. Brasília - DF: Embrapa, 2017.