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EUA discutem ampliar importação de açúcar

O movimento, porém, enfrenta resistência dos produtores de açúcar dos Estados Unidos.

Redação Agriconline
Equipe editorial
3 min de leitura
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Os estoques de açúcar nos Estados Unidos voltaram ao centro das discussões do mercado internacional. A Associação Norte-Americana de Consumidores de Adoçantes pediu ao governo dos EUA a ampliação das importações de açúcar com tarifas reduzidas, alegando que a oferta interna caiu abaixo do nível considerado adequado para atender à demanda.

O pedido foi apresentado na sexta-feira (18) e tem como base o relatório mais recente de oferta e demanda do mercado americano, que apontou uma redução de 145.870 toneladas curtas nas entregas de açúcar. Para aumentar rapidamente a disponibilidade do produto, a entidade propõe a redistribuição das chamadas TRQs (Tariff Rate Quotas), sistema que permite importar determinadas quantidades de açúcar pagando tarifas menores.

A sugestão é retirar parte das cotas de dez países que, segundo a associação, raramente utilizam todo o volume autorizado porque deixaram de exportar açúcar ou reduziram significativamente sua produção. Dessa forma, essas cotas poderiam ser direcionadas a países com maior capacidade de abastecer o mercado norte-americano.

O movimento, porém, enfrenta resistência dos produtores de açúcar dos Estados Unidos. Representados pela American Sugar Alliance, eles defendem justamente o contrário: limitar as importações. Segundo o setor, o volume de açúcar que entra no país acima das cotas atuais — pagando tarifa integral — já é suficiente para pressionar os preços internos e reduzir a rentabilidade da produção local.

Para quem acompanha o mercado agrícola, essa disputa é importante porque qualquer mudança na política de importação dos Estados Unidos pode alterar o fluxo do comércio internacional de açúcar. Caso o governo aceite ampliar ou redistribuir as cotas com tarifas reduzidas, países exportadores podem encontrar novas oportunidades de venda para o mercado americano. Por outro lado, se prevalecer a posição dos produtores locais, a tendência é manter um ambiente de maior proteção ao açúcar produzido nos EUA.

Embora o Brasil não tenha sido citado diretamente no pedido da associação, ele é um dos maiores exportadores mundiais de açúcar e acompanha de perto qualquer alteração nas regras de acesso ao mercado norte-americano. Mudanças nas cotas de importação podem influenciar a competitividade entre os países exportadores e até afetar os preços internacionais da commodity.

🔧 Orientação: Se você produz cana-de-açúcar ou acompanha o mercado sucroenergético, vale monitorar as decisões do governo dos Estados Unidos sobre as cotas de importação. Alterações nessas regras podem abrir oportunidades comerciais ou influenciar a formação dos preços do açúcar nos próximos meses.

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