Mercado

Etanol segue pressionado no mercado paulista

O Cepea também destaca que fatores climáticos podem ajudar a reduzir temporariamente essa pressão.

Daniel Vilar
Especialista
3 min de leitura
Etanol
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Os preços do etanol hidratado e do anidro voltaram a cair em São Paulo e já acumulam oito e sete semanas consecutivas de baixa, respectivamente. Segundo levantamento do Cepea, a combinação entre demanda mais fraca das distribuidoras e necessidade de venda por parte de algumas usinas segue pressionando as cotações do biocombustível.

De acordo com o Centro de Pesquisas, mesmo com parte das usinas tentando sustentar os preços, a necessidade de gerar caixa e liberar espaço nos tanques levou algumas unidades produtoras a reduzir os valores de comercialização. Isso acabou refletindo diretamente no mercado spot, onde as negociações ficaram mais lentas na última semana.

Do lado das distribuidoras, o cenário também contribuiu para o enfraquecimento dos preços. Muitas empresas reduziram o ritmo de compras após considerarem suficientes os volumes adquiridos anteriormente. Com isso, várias distribuidoras ficaram fora do mercado spot e passaram a focar apenas na retirada do combustível já negociado.

Para quem produz cana e acompanha o mercado de combustíveis, esse movimento é importante porque interfere diretamente na rentabilidade das usinas e pode impactar decisões de comercialização ao longo da safra. Em períodos de maior oferta e menor demanda, a pressão sobre os preços tende a aumentar, principalmente quando há necessidade de liberar capacidade de armazenagem.

O Cepea também destaca que fatores climáticos podem ajudar a reduzir temporariamente essa pressão. A previsão de chuvas para o fim da semana pode interromper momentaneamente a moagem em algumas regiões, diminuindo a entrada de etanol no mercado e aliviando a pressão sobre os tanques das usinas.

Outro ponto acompanhado de perto pelo setor é a possibilidade de reajuste nos preços da gasolina pela Petrobras. Caso o combustível fóssil fique mais caro, o etanol pode ganhar competitividade nas bombas, especialmente em estados onde o biocombustível já possui forte participação no consumo.

Para o produtor e para o setor sucroenergético, o momento exige atenção ao fluxo de caixa, planejamento comercial e monitoramento constante do mercado de combustíveis. Movimentos no petróleo, no clima e nos preços da gasolina podem alterar rapidamente o comportamento das distribuidoras e influenciar a recuperação das cotações do etanol.

Fonte: Cepea

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