Sistema de Condução do Maracujazeiro
O maracujazeiro necessita de condução por ser uma planta trepadeira e de crescimento rápido. O sistema de espaldeira vertical com um fio de arame é o mais utilizado, por ser mais barato e facilitar a polinização manual e os tratos culturais e fitossanitários (Figuras 5 e 6). O fio de arame liso deve passar pelos furos dos palanques a 1,90 m do solo e ser esticado com catraca. Os palanques das cabeceiras devem ter, aproximadamente, 3,0 m de altura e 0,20 m de diâmetro e os intermediários 2,50 m de altura e 0,12 m de diâmetro, distanciados, no máximo, 12,0 m entre si. A cada 6,0 m é necessário utilizar palanques de apoio, como estacas de bambu gigante ou palanques de madeira. Tutores de bambu também podem ser utilizados como apoio e linhas muito extensas (máximo de 80,0 m) devem ser evitadas, pois dificultam o manejo das plantas e o escoamento da produção.


Sempre que possível, a instalação da espaldeira deve seguir a orientação leste-oeste, que permite insolação mais homogênea dos dois lados da planta e evita a queimadura de frutos pela exposição frontal ao sol (Figura 7).

Outro sistema de condução é em latada ou caramanchão (Figura 8), cuja utilização tem sido mais frequente em regiões com alta população de agentes polinizadores naturais, como o litoral paranaense. Nessa região, esse sistema é utilizado em sucessão à cultura do chuchu.

No Norte do Paraná, alguns produtores utilizam o sistema em latada na combinação de uva e maracujá, no qual este é cultivado por uma safra, durante o período de formação dos porta-enxertos da uva; porém, se sua rentabilidade estiver alta e o pomar apresentar boas condições fitossanitárias, atrasa-se a enxertia da uva, deixando o maracujá produzir por mais uma safra.

Embora apresente maior produtividade do que outros sistemas de condução e menor custo com controle do mato, o sistema em latada tem como desvantagens: maior custo de instalação; dificuldade de polinização; maior incidência de doenças, diminuindo a longevidade do pomar; maior dificuldade no tratamento fitossanitário; e, maior dificuldade na colheita dos frutos, que ficam presos entre os ramos.
Portanto, em áreas com histórico de doenças fúngicas e bacterianas, como também em regiões onde há necessidade de polinização manual, é imprescindível que o sistema de condução seja em espaldeira.
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Fonte
DE CARVALHO, Sergio Luiz Colucci, STENZEL, Neusa Maria Colauto; AULER, Pedro Antonio Martins. Maracujá-Amarelo: Recomendações Técnicas para Cultivo no Paraná. 1ª ed. Londrina – PR: IAPAR, 2015.