Materiais Utilizados e Tipos de Construção de Estufas para Hidroponia
Os materiais utilizados para as estruturas, são aqueles prontamente disponíveis pelo agricultor em sua propriedade ou região, prevalecendo a madeira roliça ou a serrada.
Comercialmente, existem firmas especializadas que utilizam estruturas de ferro galvanizado perfilado, comercializando um “kit” pré-fabricado, facilitando o transporte e a sua construção, porém a aquisição deste produto tecnológico pelo produtor ainda é muito onerosa por insuficiência de capital para investimento, mesmo no cenário atual em que o aumento da oferta de kits forçou uma queda sustentável de preços.
É importante salientar que a estrutura industrializada de boa qualidade proporciona melhor relação custo benefício do que a construí da pelo próprio agricultor, na maioria das vezes.
Segundo Rault (1988), uma estrutura de proteção para clima tropical, deve possuir características que permitam ventilação e proteção contra chuvas pesadas (ventos fortes, chuva de granizo etc.) e, consequentemente, ser robusta e ainda abster-se de sofisticações de construção, ser de baixo custo, pois geralmente estas áreas localizam-se nos países em desenvolvimento em que o custo de investimento é um fator decisivo.
Materiais alternativos, como bambu, vime ou ainda tubo de P.V.C., podem também ser utilizados, porém cada material possui características peculiares, que devem ser bem estudadas antes de sua utilização.
A concepção de estufas comerciais é centrada em duas razões que justificam sua utilização: a melhoria no equilíbrio de energia em climas temperados, com o máximo de efeito estufa; o segundo é a eliminação ou redução de temperaturas altas em situações de clima quente e úmido ou seco alcançado através de métodos para o resfriamento (RAULT, 1988).
Existem diferentes modelos de estufas com diferentes designs estruturais que devem ser utilizados para situações próprias de cada local.
Os principais são os seguintes tipos de estufas individuais (Figura 9), destacando-se o modelo capela, arco e uma água.

Por outro lado, em propriedades maiores, e em ambientes mais amenos, as estufas são construídas lado a lado, também chamadas de geminadas (Figura 10).

Essas são variações das estufas individuais, tais como capela geminada, arco geminada e dente de serra (múltiplas estufas de uma água).
Vários modelos de estufas podem ser construídos, mas no ambiente tropical, se não houver ventilação e refrigeração forçada, é fundamental a utilização de saídas de ar quente transversais (Figura 11) ou longitudinais, que são mais eficientes (Figura 12).


Com o advento do cultivo protegido, surgiram também muitas ideias e adaptações visando a atender às necessidades específicas de cada um.
A mostra uma estufa construída sobre o terraço de uma casa, aproveitando a estrutura já existente de piso e cobrindo a própria casa com a cobertura da estufa.
Na mesma figura, uma estufa com estrutura totalmente construída em bambu, visando economicidade e utilização de material alternativo, fruto de uma tese de doutorado na UNICAMP, São Paulo.

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Fonte
COMETTI, Nilton Nélio; GENUNCIO, Gláucio da Cruz; ZONTA, Everaldo. Hidroponia para Técnicos. 1ª ed. Brasília – DF: IFB, 2019.