Feijão carioca recua mais de 20% em agosto
No feijão preto, o cenário é diferente.
O avanço da colheita da terceira safra vem pressionando os preços do feijão carioca no mercado brasileiro. Segundo o Cepea, as cotações acumulam queda superior a 20% na parcial de agosto, mas ainda permanecem acima dos níveis registrados no mesmo período do ano passado.
A maior oferta, principalmente de áreas irrigadas do Cerrado, aumenta a disponibilidade do produto e coloca pressão sobre os preços. Mesmo assim, os vendedores estão adotando uma postura mais firme, reduzindo os volumes ofertados e elevando os valores pedidos.
Com isso, os compradores seguem ativos, mas acompanham de perto o comportamento dos vendedores antes de fechar novos negócios. Essa resistência tem limitado a intensidade das quedas provocadas pelo avanço da colheita.
No feijão preto, o cenário é diferente. A oferta mais limitada nesta temporada, especialmente nas regiões do Sul, mantém os preços mais sustentados, apesar de uma demanda considerada limitada.
Para você que produz feijão: o momento exige atenção ao ritmo da colheita e ao comportamento dos compradores e vendedores. No carioca, o avanço da oferta aumenta a pressão sobre os preços, enquanto a menor disponibilidade do preto ajuda a sustentar as cotações.