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Chuvas reduzem previsão de exportação de soja

Para o último trimestre, a Anec projeta um cenário de maior movimentação.

Redação Agriconline
Equipe editorial
3 min de leitura
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As exportações brasileiras de soja foram estimadas em 7,24 milhões de toneladas em setembro, segundo a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec). O volume representa uma redução de 14% em relação à previsão anterior, revisada para baixo principalmente devido às chuvas que prejudicaram as operações nos portos.

Mesmo com o corte, a Anec ainda projeta crescimento dos embarques de soja em relação a setembro do ano passado. A estimativa é de pouco mais de 250 mil toneladas acima do volume registrado no mesmo mês de 2025, apesar da oferta ter sido reduzida após os elevados embarques realizados nos meses anteriores.

Segundo a entidade, a redução da previsão está relacionada à limitação do tempo de operação nos portos causada pelas condições climáticas. O impacto das chuvas sobre o ritmo de carregamento voltou a aparecer nas estimativas, assim como já havia ocorrido na semana anterior.

Para o último trimestre, a Anec projeta um cenário de maior movimentação. Os embarques de soja entre outubro e dezembro podem chegar a 12,5 milhões de toneladas. Caso os menores embarques previstos para setembro se confirmem, o Brasil ainda poderá ampliar o espaço para novas exportações nos meses seguintes.

A redução das estimativas de soja ocorre em um momento de forte movimentação das exportações brasileiras de grãos. Além da oleaginosa, a Anec também revisou suas projeções para milho, farelo de soja e outros produtos derivados.

Milho também tem previsão reduzida

Para o milho, a Anec reduziu a estimativa de exportação de setembro para 5,4 milhões de toneladas, contra 5,97 milhões de toneladas projetadas na semana anterior. No mesmo mês de 2025, os embarques haviam alcançado 7 milhões de toneladas.

Para todo o ano, a entidade projeta exportações brasileiras de milho próximas de 41 milhões de toneladas, volume pouco acima dos 41,59 milhões de toneladas registrados em 2025. O cenário mantém o Brasil entre os principais fornecedores mundiais do cereal.

As exportações de farelo de soja também devem permanecer elevadas. A previsão para setembro é de 1,96 milhão de toneladas, acima dos 2,22 milhões de toneladas inicialmente projetados para o mesmo período?

A Anec também estima embarques de DDG, coproduto da indústria de etanol de milho, em 1,22 milhão de toneladas em setembro. Nos nove primeiros meses do ano, os volumes destinados à alimentação animal já somavam cerca de 840 mil toneladas, superando o total registrado em todo o ano de 2025.

Sorgo ganha espaço nas exportações

Outro destaque é o sorgo. As exportações brasileiras do cereal vêm crescendo com o aumento das compras chinesas. Segundo a Anec, os embarques chegaram a 693 mil toneladas apenas em setembro.

A China também ampliou as importações de DDG brasileiro. O país passou a habilitar os primeiros estabelecimentos brasileiros para embarques desse produto no final do ano passado, abrindo uma nova frente para a indústria nacional.

No caso do sorgo, a Anec observa que, além dos embarques realizados em agosto e setembro e de uma pequena carga prevista para março, as exportações brasileiras já ultrapassaram 1 milhão de toneladas no ano.

Para produtores e empresas ligadas à comercialização de grãos, o ritmo dos embarques deve continuar sendo acompanhado de perto. Chuvas nos portos, disponibilidade de oferta e demanda chinesa podem alterar rapidamente o fluxo das exportações e influenciar a formação dos preços no mercado interno.

Fonte: Forbes.

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