Agricultura

Contagem de rosetas na recomendação de adubação

No entanto, o pesquisador faz um alerta importante: a adubação, sozinha, não garante altas produtividades.

Redação Agriconline
Equipe editorial
3 min de leitura
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Um método simples de contagem de rosetas pode ajudar produtores de café Conilon a estimar o potencial produtivo da lavoura e planejar a adubação com mais precisão. A técnica é uma resposta a dúvidas de produtores e reforça que a recomendação de fertilizantes deve considerar não apenas a expectativa de produtividade, mas também a estrutura que a lavoura apresenta antes da safra.

Segundo especialistas, quando o talhão é homogêneo — ou seja, possui plantas da mesma idade, mesmo manejo de irrigação, adubação, correção do solo e demais tratos culturais —, a amostragem de aproximadamente 25 plantas por talhão é suficiente para representar toda a área. O importante é que essas plantas sejam escolhidas ao acaso, evitando selecionar apenas exemplares muito vigorosos ou muito fracos.

Em áreas com diferentes clones de Conilon, a recomendação é que todos sejam representados na amostragem. Em um talhão formado por seis materiais genéticos, como A1, AS2, R8, Z13, R22 e CM1, por exemplo, o ideal é avaliar entre quatro e cinco plantas de cada clone, desde que estejam distribuídos em proporções semelhantes na lavoura.

Após contar o número total de rosetas das plantas amostradas, o produtor pode estimar o potencial produtivo da área. Essa estimativa serve de base para definir a adubação. Se os cálculos indicarem capacidade para produzir, por exemplo, 100 sacas por hectare, o programa de fertilização deve ser elaborado visando atender essa demanda nutricional.

No entanto, o pesquisador faz um alerta importante: a adubação, sozinha, não garante altas produtividades. O potencial da lavoura só será alcançado se outros fatores estiverem bem manejados, como irrigação, controle de pragas e doenças, manejo de plantas daninhas e condução adequada das hastes.

Outra dúvida frequente diz respeito à quantidade de rosetas necessária para produzir um litro de café maduro. Nesse caso, ainda não existe um valor único válido para todas as regiões ou clones. O número pode variar conforme clima, manejo e material genético. Por isso, a recomendação é que cada produtor utilize a própria colheita ou dados de propriedades vizinhas para construir referências adaptadas às condições locais.

Em relação às recomendações de adubação, Gustavo considera que a tradicional planilha do Incaper continua sendo uma excelente ferramenta para cálculos de calagem, adubação e distribuição dos fertilizantes ao longo do ciclo da cultura. Porém, em áreas fertirrigadas, com sistemas bem dimensionados e manejados corretamente, é possível realizar pequenos ajustes, principalmente nas doses de nitrogênio e potássio.

Esses ajustes seguem a proposta apresentada por Marcolan et al. (2015) no Manual para recomendação de NPK via fertirrigação para café Robusta em fase de produção na Amazônia, publicado pela Embrapa.

🔧 Orientação: Se você pretende utilizar a contagem de rosetas para planejar a adubação, faça a amostragem apenas em talhões homogêneos e distribua a coleta entre todos os clones presentes na área. Quanto mais representativa for a amostragem, mais confiável será a estimativa de produtividade e o planejamento nutricional da lavoura.

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