Colheita do Maracujá
Quando o fruto completa o seu desenvolvimento, o que ocorre 60 a 80 dias após o florescimento, ele se desprende da planta, sendo que a colheita (Figura 28) consiste em retirar manualmente o fruto da planta antes que ocorra seu desprendimento da planta.

Como os frutos perdem umidade muito facilmente e, na época quente e chuvosa do ano, são muito atacados por podridões, estes devem ser recolhidos frequentemente, a intervalos de não mais que três ou quatro dias, intervalo este que pode ser ampliado para uma semana nos períodos mais frios e secos, especialmente nas lavouras cuja produção é prioritariamente destinada a industrialização.
Como os frutos de maracujá murcham e se deterioram muito rapidamente, eles devem ser enviados para o mercado na mesma frequência com que são colhidos. Isto torna a comercialização muito difícil de ser realizada com eficiência pelo pequeno produtor, que precisa se organizar em cooperativas ou associações de produtores para obter não apenas maior poder de barganha mas, principalmente, baratear os seus custos de comercialização, especialmente frete.
O melhor sistema de comercialização implica em remeter para o mercado de fruta fresca os frutos de melhor tipo, enviando para indústria os de padrão inferior, pois estes não só não alcançam preços compensadores como também concorrem para reduzir muito as cotações vigentes para os tipos superiores. Os frutos menores e os que apresentam manchas e defeitos são então remetidos para as indústrias processadoras, que exigem sanidade e qualidade de suco, mas para quem os aspectos visuais externos são de nenhuma importância.
Os preços alcançados pelo produto no mercado atacadista dependem muito da sua qualidade e apresentação. Por esta razão, as remessas para esse mercado devem ser feitas em caixas tipo K, estando os frutos corretamente classificados de acordo com os padrões nele adotados. A correta classificação dos frutos é de fundamental importância para o recebimento dos preços divulgados na imprensa para os tipos respectivos.
Nativo da América Tropical, o fruto do maracujazeiro possui vitaminas A, C e do complexo B, além de sais minerais como potássio, ferro e cálcio. Além de maior produtor, o Brasil é o que mais consome maracujá no mundo. No entanto, apesar de existirem mais de 150 espécies e cerca de 70 viáveis para comercialização, o país utiliza apenas duas em maior escala (a variedade azeda, Passiflora edulis e a doce, Passiflora alata), afirma Ana Maria Costa, pesquisadora da Embrapa Cerrados e líder da Rede Passitec (Desenvolvimento Tecnológico para Uso Funcional e Medicinal das Passifloras Silvestres).
Atualmente, a Embrapa trabalha no desenvolvimento de cultivares novas, com propriedades diferentes, maior produtividade e usos múltiplos. O maracujá pérola, por exemplo, é rico em ferro e tem mais taliamina do que a maçã, além de ser fácil de produzir.
Segundo a pesquisadora, aproximadamente 900 mil toneladas da fruta são produzidas por ano. “A maioria vai para a produção de suco e isso gera um passivo ambiental de cerca de 600 mil toneladas”. Hoje, a rede de pesquisas tem estudos para utilizar as partes do maracujazeiro de forma completa. “Tirando o suco, o resto é pouco aproveitado pela indústria”. Para ela, esses resíduos “têm potencial de industrialização e vão enriquecer o cardápio do brasileiro”.
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Fonte
GUERRA, Hamilton G. Maracujá: pomar à mesa. 2020.
