Agricultura

Algodão em pluma sobe, mas negociações seguem pontuais

Vendedores firmes e demanda por lotes de qualidade sustentam altas; preço interno fica 3% abaixo da paridade de exportação.

Redação Agriconline
Equipe editorial
3 min de leitura
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Os preços do algodão em pluma registraram alta no mercado brasileiro nos últimos dias, impulsionados pela postura firme dos vendedores e pelos avanços das cotações internacionais. De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), compradores com necessidade imediata de matéria-prima demonstram maior disposição para adquirir novos lotes, especialmente os de melhor qualidade.

No entanto, parte dos compradores permanece cautelosa, oferecendo valores menores diante das dificuldades de repasse das valorizações aos produtos manufaturados. Com isso, a diferença entre os preços pedidos por vendedores e os oferecidos por compradores mantém as negociações em ritmo pontual.

Preço interno abaixo da paridade de exportação

Um dado que chama a atenção é que, apesar da alta recente, os preços no mercado interno passaram a ficar 3% abaixo da paridade de exportação — situação que não era observada desde novembro de 2025, segundo o Cepea. Isso significa que, neste momento, pode ser mais vantajoso para o produtor exportar do que vender no mercado doméstico.

A paridade de exportação é o preço mínimo que o produtor precisa receber no mercado interno para que seja tão lucrativo vender para fora quanto vender localmente. Quando o preço interno fica abaixo desse patamar, o exportador tem margem de ganho maior, o que pode estimular os embarques e reduzir a oferta no mercado doméstico, pressionando os preços para cima no futuro.

Se você tem algodão em pluma para vender, o momento exige atenção. Os preços estão subindo, mas a diferença entre o mercado interno e a exportação indica que pode ser mais vantajoso direcionar a produção para o mercado externo. No entanto, isso depende de fatores como custos logísticos, contratos e prazos de entrega.

Para quem precisa comprar, a cautela é recomendada. Os preços podem continuar subindo se a oferta se reduzir com o aumento das exportações, mas o repasse para os produtos manufaturados ainda é um gargalo.

🔧 Orientações:

1. Compare os preços: avalie as cotações no mercado interno e a paridade de exportação. Se o preço interno estiver abaixo da paridade, considere a exportação como alternativa.

2. Negocie com planejamento: se for vender, negocie lotes de melhor qualidade, que estão com maior demanda. Se for comprar, avalie a possibilidade de antecipar compras antes de novas altas.

3. Acompanhe o mercado internacional: os preços externos influenciam diretamente o mercado brasileiro. Fique de olho nas cotações e nas perspectivas de oferta e demanda global.

4. Fique atento aos custos logísticos: a exportação exige planejamento logístico. Considere frete, armazenagem e prazos antes de decidir.

O mercado do algodão está em um momento de ajustes, com preços em alta, mas ainda abaixo da paridade de exportação. Estar bem informado e planejado é a melhor forma de aproveitar as oportunidades e evitar riscos.

Fonte: Cepea.

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