Adubação na Cultura do Alface
Após a escolha da modalidade de cultivo, deve-se adotar as seguintes operações para o bom uso da terra:
Análise do Solo
É um método para avaliar as propriedades químicas e físicas do solo. Com base nos seus resultados, é possível conhecer a quantidade existente de nutrientes, de matéria orgânica e o nível de acidez do solo, bem como sua textura.
Isso possibilita determinar as limitações, necessidades de corretivos e fertilizantes orgânicos e minerais do solo, para fazer adequadamente a correção de solo e a adubação do plantio.
É importante considerar ainda outros parâmetros da análise do solo. Por exemplo: informações de equilíbrio de bases da capacidade de retenção de nutrientes chamada de trocas catiônicas (CTC), relação entre cálcio/magnésio, cálcio/potássio e magnésio/potássio e condutividade elétrica do solo. Trata-se de componentes essenciais para o equilíbrio solo/planta.
Deve-se fazer a análise do solo a cada dois anos.

Preparo e Correção do Solo
A operação de preparo do solo envolve a operação de limpeza da área, a aração, gradagem e levantamento dos canteiros.
Em relação aos canteiros, deve-se evitar o uso excessivo do rotoencanteirador (aparelho usado para fazer os canteiros) por causar a destruição da estrutura do solo e propiciar a compactação do subsolo.
Isso deforma e prejudica o desenvolvimento e crescimento das plantas. Caso seja necessário deve-se realizar a descompactação do solo, com equipamento escarificador ou subsolador.
É importante também que todas as operações no solo sejam feitas no sentido do nível do terreno para diminuir erosões, conservando o solo e a água. Um dos procedimentos mais importante para a correção do solo é a calagem.
Consiste na aplicação de corretivo agrícola, preferencialmente o calcário, com a finalidade de corrigir a acidez do solo e fornecer cálcio e magnésio, às plantas.
Com base na análise do solo, caso necessário, recomenda-se a quantidade de calcário necessário, haja vista, que o excesso de calcário por elevar inadequadamente o pH, cálcio e magnésio, e diminuir a disponibilidade de micronutrientes do solo para a planta, diminuindo a produtividade da alface.
A calagem deve ser feita, no mínimo, três meses antes do plantio, preferentemente, com o calcário dolomítico, que contém cálcio e magnésio.
Recomenda-se que seja aplicado metade da dosagem na aração e outra metade na gradagem. A descompactação do solo também deve ser feita a cada dois anos.
Adubação Organomineral de Plantio
Consiste na aplicação de adubos orgânicos e minerais no solo, antes do transplantio das mudas, e deve ser baseada na análise de fertilidade do solo e em decorrência da exigência da cultura.
Adubação orgânica
A alface responde à adubação orgânica, especialmente em solos de baixa fertilidade e/ou compactados. É fundamental que o adubo esteja bem curtido. Recomenda-se de preferência o esterco de galinha, além de ser mais rico em nutrientes, principalmente cálcio e não contamina o solo com sementes de plantas invasoras. A dosagem em geral, é de 10 toneladas por hectare ou 30 toneladas por hectare, no caso de esterco de gado.

Adubação mineral
A adubação mineral para fósforo e potássio dependerá do nível de fertilidade do solo: o fósforo pode variar 50 até 350 kg/ha de P2O5; o potássio de 50 até 100 kg/ha, de K2O. Com relação ao Nitrogênio, de modo geral recomenda-se 50 kg/ha, de N. Os micronutrientes, principalmente o boro e o zinco, ficam na dependência do histórico da área e da exigência da planta.

Para solos de baixa fertilidade, em geral, recomenda-se 250 kg/ha de sulfato de amônia, 1500 kg/ha de superfosfato simples e 150 kg/ha de cloreto de potássio ou 2000 kg/ha do fertilizante mineral 4-14-8. Nesta recomendação, utilizar 30 kg/ha de Bórax e 30 kg/ha de Sulfato de Zinco.
Distribuição da adubação organomineral
O sistema mais utilizado consiste em fazer a distribuição do adubo orgânico e posteriormente dos fertilizantes minerais, seguido da incorporação destes, com a utilização de enxadão ou enxada rotativa do microtrator.
O levantamento dos canteiros pode ser realizado manualmente ou com o uso do sulcador acoplado ao microtrator ou ao trator.
Usando a encanteiradeira acoplada a tratores, os processos de incorporação dos adubos e levantamento dos canteiros são realizados simultaneamente, possibilitando uma grande redução nos custos.
No caso do mulching (uso do plástico para cobertura de canteiros), devem ser maiores os cuidados para que o solo fique livre de torrões.
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Fonte
SEBRAE. Alface: Saiba como Cultivar Hortaliças para Colher Bons Negócios. 1ª ed. Brasília – DF: SEBRAE, 2011.