Açúcar dispara com temor de déficit global
O mercado segue monitorando o início da safra de cana na principal região produtora do país.
Os preços do açúcar fecharam em alta nesta quarta-feira (13) na Bolsa de Nova York, em meio às preocupações do mercado com a oferta mundial e com o ritmo da colheita de cana no Centro-Sul do Brasil.
Os contratos do açúcar bruto com vencimento em julho de 2026 encerraram o pregão cotados a 15,38 centavos de dólar por libra-peso, alta de 2,46%. Já o contrato para outubro de 2026 fechou a 15,84 centavos, avanço de 2%.
O mercado segue monitorando o início da safra de cana na principal região produtora do país. Apesar do tempo mais seco previsto para os próximos dias favorecer o avanço das máquinas no campo, projeções climáticas indicam aumento das chuvas nas semanas seguintes, o que pode desacelerar a colheita no fim de maio.
Em relatório divulgado ao mercado, o Rabobank destacou que o retorno da umidade no Centro-Sul pode reduzir o ritmo operacional das usinas e impactar a oferta no curto prazo.
Além do clima no Brasil, o mercado também reagiu às estimativas de déficit global de açúcar para a safra 2026/27. Consultorias internacionais já apontam uma possível falta de até 3,2 milhões de toneladas no balanço mundial da commodity.
Para o produtor, esse cenário mantém o mercado atento ao comportamento do clima e ao desempenho da moagem nas próximas semanas. Mesmo com pressão vinda do avanço da safra brasileira, qualquer atraso na colheita ou redução na oferta global tende a dar sustentação às cotações internacionais.
Com informações da Safras, Reuters e Barchart.